Morro do Moreno: Desde 1535
Site: Divulgando há 16 anos Cultura e História Capixaba

Memórias de um canela-verde

Morro do Moreno - Foto tirada da Pedra da Sereia em 1940

Na Prainha, havia os Caldeira e os Pitanga. Não muito longe dali, os Botelho (Augusto foi desembargador). Na Rua Antônio Ataíde, os Veloso e os Queiroz, da qual saiu Eugênio, prefeito que abriu avenidas.

Na Praia da Costa, a família Mota, que habitava um sítio cheio de cajueiros ao pé do Morro do Moreno, era uma das principais proprietárias da cidade. Eram seus praticamente todos os terrenos da Avenida Champagnat para a Praia da Sereia, assim chamada porque, ao montar um bar ali, o pintor Lúcio Bacellar pintou uma sereia na parede. Alguns anos depois ganhou como vizinho Gastão Roback, que criou na Sereia o Clube dos 40, já desaparecido. A figura mais folclórica da Praia da Costa era João Rita, que bebia regularmente e vivia de donativos.

Mais para o Centro, havia a família Aguiar, proprietária do Morro do Moreno.

Em Itapoã, a família Mascarenhas possuía muita terra que só adquiriu valor mais tarde, quando boa parte foi comprada pela Sociedade Vila da Penha, de Edgar Rocha.

Em Itaparica, os Setúbal. Mais tarde a área do Coqueiral foi comprada por Armando de Oliveira Santos.

Na Toca, proliferou a família Coelho, que aliás deu nome ao bairro. Ao redor da casa, os Coelho criavam gado e produziam leite. Um dos vizinhos eram os Alcântara. Mais para dentro, os Bernardes, família que deu um prefeito, Américo e uma educadora de escola, Anna.

Onde hoje são a Glória e o Soteco, a família Laranja tinha uma fazenda que era quase só areia.

Em Aribiri, os Vereza. Depois de Aribiri, os Ataíde tinham casa.

Na Barra do Jucu, os Valadares (Pedro era sogro de Tuffy Nader, ex-prefeito).

Em Jaburuna, Os Freitas eram donos do morro onde hoje existe um anfiteatro da seita Maranata.

Em Inhoá, os Leal criavam gado até ganharem a vizinhança da Escola de Aprendizes Marinheiros, por volta de 1959.

Tudo mudou em Vila Velha. Mas a mudança maior, talvez, foi junto ao Colégio Marista. Ali ao lado havia um mangue, com duas pontes - a velha e a nova. E havia dois campos de futebol, um do Atlético e outro do Olímpico, onde jogou Max Mauro, ex-governador. Naquela área foi construído o Canal da Costa, que muitos pensam ser um córrego natural. O Canal da Costa, puro esgoto diluído em água da chuva, é construção humana feita para drenar um alagado que um engenheiro da Cesan chamou de " maternidade de pernilongo".

 

Autor: Gedelti Gueiros
Fonte: Publicado em Suplemento Especial do Jornal A Gazeta, 30 de novembro de 1992



GALERIA:

📷
📷


Matérias Especiais

Fundação Cultural

Fundação Cultural

A admiração pelo grande estudioso da cultura popular capixaba, desde os tempos do Colégio Estadual, o seu professor Guilherme Santos Neves, certamente havia marcado sua formação intelectual 

Pesquisa

Facebook

Leia Mais

Estórias de Boêmios - Por Hélio de Oliveira Santos

Este livro não tem pretensões literárias. Aviso logo, de antemão ao Dr. Austregésilo de Athaíde, presidente da Academia Brasileira de Letras, que não me convide para concorrer a uma cadeira 

Ver Artigo
Dia da Mulher - Origem

O dia 8 de Março é, desde 1975, comemorado pelas Nações Unidas como Dia Internacional da Mulher!

Ver Artigo
Dia Internacional da Mulher

Queremos registrar aqui o nosso agradecimento a todas as mulheres que contribuem com este site, seja enviando fotos especiais e antigas, textos, ou sugerindo matérias através do nosso Fale Conosco

Ver Artigo
Raul Farol - Por Sérgio Figueira Sarkis

Era intermediário de agiotas, agenciando empréstimos às pessoas necessitadas; ora, fornecedor de navios aqui aportados

Ver Artigo
O assassinato de Reneê Aboab - Por Sérgio Figueira Sarkis

Uma dessas festas foi no Parque Moscoso, no casarão do desembargador Eurípedes Queiroz do Valle

Ver Artigo