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Movimento Estudantil - UFES

O movimento estudantil foi uma referência de luta contra a ditadura. Em 1969, o Diretório Central dos Estudantes – DCE – da UFES foi invadido e fechado pelos militares. As atividades estudantis sofriam um severo controle policial. Os alunos considerados subversivos eram presos ou expulsos das universidades. Como punição complementar, eram proibidos de fazer novas matrículas em outros estabelecimentos de ensino. Para desmobilizar os universitários, proibia-se que viajassem para fora do Estado, a fim de participarem de eventos acadêmicos. Sabia-se que estes encontros de estudo se transformavam em fóruns de discussões políticas. Tudo contribuía para esvaziar o movimento.

De 1976 em diante, apesar da vigilância e de todo aparato repressor, o movimento estudantil ressurgiu, ganhando adesões. Jovens estudantes secundaristas e universitários estiveram na vanguarda da retomada da luta contra a ditadura. No Espírito Santo, como em todo o país, sindicatos operários e outras entidades de classe uniram-se aos órgãos estudantis, engrossando a campanha pró-democracia. Passeatas e greves foram realizadas.

A ditadura mostrava sinais de desgaste. Os generais-presidentes começaram a tomar medidas para realizar uma “transição” honrosa de volta à democracia: a “abertura política”, como eles mesmo disseram, seria lenta e gradual, mas segura.

Em 1978, próximo do término do seu mandato, Ernesto Geisel revogou o AI-5. Em 1979, João Figueiredo, último general a governar o Brasil, elaborou a Lei da Anistia: os presos políticos foram libertados e a maioria dos exilados voltou ao país. O bipartidarismo – Arena e PMDB – foi descartado e, ao mesmo tempo, foi estabelecido o pluripartidarismo. Da antiga Arena originaram o PDS e o PTB e do extinto MDB surgiram o PMDB, o PDT e o PT. No processo de fragmentação partidária, legendas menores foram se formando.

Em 1982, foram estabelecidas as eleições diretas para governadores de Estado. Os partidos de oposição ao militarismo foram vitoriosos nos Estados mais importantes: São Paulo (PMDB), Minas Gerais (PMDB) e Rio de Janeiro (PDT). No Espírito Santo, o PMDB elegeu Gerson Camata.

 

Fonte: História do Espírito Santo – Uma Abordagem Didática e Atualizada 1535 – 2002 
Autor: José P. Schayder
Compilação: Walter de Aguiar Filho, junho/2013 

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