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O Farol de Santa Luzia

Farol de Santa Luzia

O farol de Santa Luzia em Vila Velha é a construção de montagem mecânica mais antiga do Espírito Santo, ganhando em muito na antigüidade de algumas pontes das estradas de ferro, com as da antiga Leopoldina, e da ponte Florentino Ávidos.

Há toda uma história mais detalhada a respeito do mesmo que oportunamente relatarei.

O farol mesmo em época de GPS como a nossa é ainda muito útil aos navegantes, pois tanto orienta as pequenas embarcações que não dispõe de equipamento moderno, como serve como referência para aferição do mesmo, e ainda como segurança em caso de uma pane, ou mesmo em ocasião de ocorrência de forte anomalia magnética, ou de tempestade solar.

Seu piscar tem registro em cartas náuticas de validade internacional, e suas características é uma espécie de DNA do mesmo, revelando sua latitude e longitude, sendo sua luz avistada a muitas milhas da costa.

Em meados do século XIX, crescendo a navegação costeira nacional e mesmo o número de embarcações que demandavam Vitória, o Governo Imperial, por meio da Marinha iniciou estudos de dotar a entrada da barra com um farol. Pensaram em colocá-lo até na Ilha do Boi.

Conforme relatórios da ocasião, resolveram então instalá-lo na ponta de Santa Luzia, e adquiriram a estrutura metálica na Escócia. O lampião com suas lentes vieram da França.

Aqui chegou no iate "Helena", sendo desembarcado suas partes desmontadas na praia de Santa Luzia, onde se fala que surgirá um "resort".

Trouxeram a mão de obra para montagem do Rio de Janeiro, inclusive pedreiros para serviços de cantaria que resultou aquela base de alvenaria de pedra que está lá.

No mesmo ano da decisão, 1871 trouxeram o equipamento, o montaram e inauguraram ficando demonstrado assim a qualidade da rapidez de uma montagem mecânica bem planejada, e durável como mostra o tempo que se passou. As chapas e peças foram rebitadas e aparafusadas. O farol tem formado prismático, encimado com uma cabine envidraçada e dotada de uma varanda ao redor. No respaldo há uma indicação dos pontos cardeais e um pára raio tipo Franklin.

A casa de moradia do faroleiro logo foi construída, e temos dados da mesma.

É bom lembrar que o Imperador D.Pedro II, havia estado em Vila Velha bem antes, em 1860 e não foi no local onde hoje se encontra o farol.

Na época, entre a praia do Ribeiro e a praia do Governador, havia um manguezal e brejo que dificultava a passagem de pedestres, e o meio mais usado a partir da Prainha para ir até a praia de Santa Luzia era ir de bote, pois nem sequer a ponte sobre o "Rio da Costa" ainda existia onde é hoje o cruzamento com a rua XV de Novembro (outra história).

A toponímia Santa Luzia, fora dada por André Gonçalves em 13.12.1501 (dia da santa de mesmo nome da religião católica) por conta do cabo ter sido avistado nesse dia, na primeira viagem exploratória da costa depois da "descoberta" do Brasil por Cabral, quando tudo indica que tinha a bordo nada menos que o navegador Américo Vespuci.

Faroleiros se revezam cuidando do funcionamento do farol, que é acionado no período noturno, sendo que no início usaram até óleo de mamona no lampião, depois substituído por outros combustíveis que passaram a dar maior luminosidade e alcance na escuridão da noite.

Hoje se usa gás.

E não é só do lampião que cuidam, mas da limpeza das lentes, e dos mecanismos de relojoaria que giram adequadamente a luz do farol que lhe dá as características náuticas.

No centenário, em 1971, houve festividade no local, inclusive com presença de turmas de alunos da EAMES.

Já no início do século XIX reiniciou-se possibilidade de visita diurna ao seu derredor que proporciona magnífica vista da baía do Espírito Santo e da entrada da baía de Vitória, conforme articulou a Prefeitura em parceria com a Capitania e o setor de turismo.

 

Por: Roberto Brochado Abreu. Membro da Casa da Memória de Vila Velha. (24/09/2009)



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