Morro do Moreno: Desde 1535
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O soldado Santo Antônio

Igreja do Rosário em Vila Velha, restaurada em 2016

A administração, o aparelhamento bélico, os trabalhos da mineração, a luta contra os silvícolas – que nunca cessou(10) – não faziam esquecer a religião, de sabida importância na sociedade da época.

Em 1750, foi concedido o predicamento de paróquia à igreja de N. S. do Rosário, da vila do Espírito Santo, e, no ano seguinte, teve igual favor a de S. Mateus.(11)

A exemplo do que se vinha fazendo em outras capitanias, em 1752(12) o guardião do convento de S. Francisco requereu matrícula de Santo Antônio como soldado raso e as autoridades locais resolveram conceder ao taumaturgo o soldo correspondente àquele posto.(13)

 

NOTAS

(10) - JOÃO RIBEIRO diria: “A história do Espírito Santo consiste em encarniçadas lutas entre os colonos, que apenas ocupam o litoral, e os índios bravos botocudos e goitacazes, que descem de vez em quando em correrias até a costa” (Hist. do Brasil, 339).

(11) - PENA, História, 83.

(12) - MACEDO SOARES, Santo Antônio, 54.

(13) - “Certidão da matricula de Santo Antonio do Convento de S. Francisco da Villa de N. Sa. da Victoria: ‘O glorioso Santo Antonio collocado no Convento de São Francisco d’esta villa, a requerimento do Reverendo Padre Guardião Frei Amaro da Conceição, presente o Capitão mor José Gomes Borges e o doutor Provedor e Vedor deste Prezidio Bernardino Falcão de Gouvêa, a beneplacito do Capitão da Infantaria Martinho da Gama Pereira e do Ajudante supra Francisco da Costa Vieira e mais officiaes e soldados da Companhia de Infantaria paga, vence soldo de soldado, de hoje em diante, cujo soldo se lhe hade pagar dos sobreditos á razão de hum vintem por mez de cada soldado e de dous vintens de cada official athé por ordem de S. M. se lhe pague seu soldo pela Fazenda Real, sobre o que se hade fazer requerimento, do que fiz este assento que assignaram os ditos Capitão mór, o Capitão de Infantaria, Ajudante mais officiaes e o doutor Provedor, sendo na mostra de vinte e um de fevereiro de 1752’.” (apud ALMEIDA, Inventário, VIII, 439, onde se encontram referências a outros documentos alusivos ao mesmo assunto).

 

Fonte: História do Estado do Espírito Santo, 3ª edição, Vitória (APEES) - Arquivo Público do Estado do Espírito Santo – Secretaria de Cultura, 2008
Autor: José Teixeira de Oliveira
Compilação: Walter Aguiar Filho, junho/2018

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