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Vitória, cidade portuária

Capa do livro de Francisco Aurélio Ribeiro

No início do século XX, a modernidade chegava a Vitória com a construção de trilhos de bonde, estrada de ferro, ponte ligando a capital ao continente, a urbanização da cidade, avenidas e parques. A cidade vai perdendo a sua característica colonial e o porto de Vitória também se transforma, deixando de ser entreposto de comercialização de mercadorias para um grande porto de exportação de café, e posteriormente, minério de ferro. Em 1906, o Governo Federal autorizou a Companhia Porto de Vitória a modernizar o Porto, construindo um cais de 855 metros, ponte, armazéns, acesso ferroviário, pátio de carga e descarga e drenagem da barra. Tais obras levaram mais de 20 anos, sendo inauguradas na década de 1940, quando o Governo do Estado, a partir da inauguração, assumiu a administração do Porto de Vitória (GURGEL, Antônio de Pádua – Portos do Espírito Santo. Vitória: Contexto, 2001, p.24-30).

Conforme Antônio Gurgel, “O café fez do Porto de Vitória um dos mais importantes do país” (GURGEL, 2001, p.31), mas foi a exportação do minério de ferro, a partir da década de 1960, e a inauguração do terminal de Tubarão, no outro lado da entrada da barra da baía de Vitória, no município da Serra, que modificou totalmente, a cidade, transformando-a, nas décadas seguintes, numa metrópole. Essa transformação da cidade já se pode observar conforme publicação de 1970:

“O Porto de Vitória, situado na Baía do Espírito Santo, tem águas sempre tranqüilas e oferece abrigo seguro às embarcações. A entrada é formada por um canal dragado com cerca de 3,5 milhas marítimas de extensão e uma profundidade mínima de 10,60 metros.

Através dessa pitoresca via de acesso, chega-se à acolhedora cidade de Vitória, Capital do Espírito Santo.

Justificando a fama de uma das mais belas baías do Brasil, ostenta um colar de ilhas esparsas, verdadeiras pérolas engastadas em suas profundas e tranqüilas águas. Por entre esse cenário de rara beleza, que se desdobra ao longo do percurso, entre a ilha e o Continente, os navios vão acostar ao cais da Cidade Presépio”. (Administração do Porto de Vitória. Um passeio ao mar. Publicação de 1970).

O epíteto “Cidade Presépio” a Vitória foi consagrado pelo escritor Aerobaldo Lelis Horta, em poema publicado em 1951, na revista Vida Capichaba, mas outros autores como Almeida Cousin, em 1930, e Teixeira Leite também em 1930, já fizeram referências a Vitória como “Cidade Presépio”, além de Adolfo Fraga, no texto d (TATAGIBA, José. Vitória Cidade Presépio. Vitória: Multiplicidade, 2005, p.06).

 

Fonte: Vitória, Cidade Portuária, na visão de seus cronista, poetas e historiadores-Vitória,2007.
Autor: Francisco Aurélio Ribeiro



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