Morro do Moreno: Desde 1535
Site: Divulgando há 16 anos Cultura e História Capixaba

Vitória, cidade portuária

Capa do livro de Francisco Aurélio Ribeiro

No início do século XX, a modernidade chegava a Vitória com a construção de trilhos de bonde, estrada de ferro, ponte ligando a capital ao continente, a urbanização da cidade, avenidas e parques. A cidade vai perdendo a sua característica colonial e o porto de Vitória também se transforma, deixando de ser entreposto de comercialização de mercadorias para um grande porto de exportação de café, e posteriormente, minério de ferro. Em 1906, o Governo Federal autorizou a Companhia Porto de Vitória a modernizar o Porto, construindo um cais de 855 metros, ponte, armazéns, acesso ferroviário, pátio de carga e descarga e drenagem da barra. Tais obras levaram mais de 20 anos, sendo inauguradas na década de 1940, quando o Governo do Estado, a partir da inauguração, assumiu a administração do Porto de Vitória (GURGEL, Antônio de Pádua – Portos do Espírito Santo. Vitória: Contexto, 2001, p.24-30).

Conforme Antônio Gurgel, “O café fez do Porto de Vitória um dos mais importantes do país” (GURGEL, 2001, p.31), mas foi a exportação do minério de ferro, a partir da década de 1960, e a inauguração do terminal de Tubarão, no outro lado da entrada da barra da baía de Vitória, no município da Serra, que modificou totalmente, a cidade, transformando-a, nas décadas seguintes, numa metrópole. Essa transformação da cidade já se pode observar conforme publicação de 1970:

“O Porto de Vitória, situado na Baía do Espírito Santo, tem águas sempre tranqüilas e oferece abrigo seguro às embarcações. A entrada é formada por um canal dragado com cerca de 3,5 milhas marítimas de extensão e uma profundidade mínima de 10,60 metros.

Através dessa pitoresca via de acesso, chega-se à acolhedora cidade de Vitória, Capital do Espírito Santo.

Justificando a fama de uma das mais belas baías do Brasil, ostenta um colar de ilhas esparsas, verdadeiras pérolas engastadas em suas profundas e tranqüilas águas. Por entre esse cenário de rara beleza, que se desdobra ao longo do percurso, entre a ilha e o Continente, os navios vão acostar ao cais da Cidade Presépio”. (Administração do Porto de Vitória. Um passeio ao mar. Publicação de 1970).

O epíteto “Cidade Presépio” a Vitória foi consagrado pelo escritor Aerobaldo Lelis Horta, em poema publicado em 1951, na revista Vida Capichaba, mas outros autores como Almeida Cousin, em 1930, e Teixeira Leite também em 1930, já fizeram referências a Vitória como “Cidade Presépio”, além de Adolfo Fraga, no texto d (TATAGIBA, José. Vitória Cidade Presépio. Vitória: Multiplicidade, 2005, p.06).

 

Fonte: Vitória, Cidade Portuária, na visão de seus cronista, poetas e historiadores-Vitória,2007.
Autor: Francisco Aurélio Ribeiro



GALERIA:

📷
📷


Literatura e Crônicas

Os points da Praia da Costa

Os points da Praia da Costa

Sua origem em nossas praias se deu com veemência na Praia de Copacabana. Os postos viraram “points”. Logo, essa tendência se espalhou pelas praias brasileiras

Pesquisa

Facebook

Leia Mais

Identidade Capixaba, o efeito mosaico – Por Gilbert Chaudanne

Essa identidade consiste em juntar as pastilhas do mosaico capixaba e fundi-las num espelho que vai refletir um rosto único e imensamente rico e diverso

Ver Artigo
Nós os capixabas – Por Francisco Aurélio Ribeiro

Se temos um linguajar próprio? Ditongamos muito, daí os "bandeija, carangueijo" do nosso dialeto; já ouvi até menino gritar "A Gazeita!!"

Ver Artigo
A casa azulejada da Serra e os Barboza Leão – Por Elmo Elton

A Serra era então cognominada, pelo número de seus escritores e artistas, a Atenas espírito-santense

Ver Artigo
O Zorro e a Odalisca – Por Jovany Sales Rey

Tem milagre que só dá para contar falseando o nome dos santos, principalmente quando eles ainda estão vivos e vigorosos o bastante para quebrarem suas bengalas na minha cabeça. No entanto, mesmo que tivessem morrido, não me arriscaria a identificá-los

Ver Artigo
Os “Grandes Coisas” - Por Hélio de Oliveira Santos

Esta estória passou-se há uns 30 anos atrás. Estava meu irmão Alberto, o Atila Bezerra  que já foi Ministro da Fazenda, e se não me falha a memória também o nosso Asdrubal Soares

Ver Artigo