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A Construção do Convento da Penha (Parte III)

Dom Joao IV

No mesmo ano em que foi passada a Carta Patente de Padroeiro ao General Salvador Correia de Sá e Benevides, isto é, em 1653, o Convento ainda não acabado recebeu de D. João IV uma ordinária anual, em virtude da Carta de Padrão de 6 de novembro.

Foi a pedido do Custódio Frei Sebastião do Espírito Santo que o Rei se dignou concedê-la. Ponderara o Custódio que três Conventos do norte haviam sido destruídos pelos holandeses e que por isto pedia a transferência da ordinária de que gozavam para os três Conventos recém fundados no sul. Um destes era o da Penha.

A ordinária era um adjutório para o culto divino. Umas vezes estipulava-se certa quantia de dinheiro, outras vezes o equivalente em espécie. O Convento da Penha recebia anualmente uma pipa de vinho, um quarto de azeite, outro de farinha do reino para hóstias e duas arroubas de cera lavrada, e tudo isto representava o valor de 90$000.

Ordenou o Rei ainda que a esmola fosse paga "em cada ano com muita pontualidade, sem quebra nem diminuição alguma".

A última referência a esta ordinária encontramos na relação do Provincial Frei Inácio da Graça, de 7 de fevereiro de 1765.

 

Fonte: O Convento de N. Senhora da Penha do Espírito Santo, ano 1965
Autor 1: Frei Basílio Rower
Autor 2: Frei Alfredo W. Setaro
Compilação: Walter der Aguiar Filho, março/2015

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