Morro do Moreno: Desde 1535
Site: Divulgando há 16 anos Cultura e História Capixaba

Braz Rubim

Foto: Francisco Alberto Rubim - Pai do capixaba Braz Rubim

Quando o capitão de mar e guerra Francisco Alberto Rubim deixou o Governo da Capitania do Espírito Santo, em 1819, transferido para o Ciará Grande, levava, ainda no cueiro, o seu filho Braz da Costa Rubim, nascido na Vitória, a 1º de fevereiro de 1817. E, ao ser exonerado do cargo de Governador das Armas do Ceará, por uma Junta Provisória, a 9 de dezembro de 1921, ele se debatia com o sério problema de conseguir uma ama de leite para o acompanhar, na viagem em uma chalupa, cuidando do menino. “Espontaneamente” ele se propôs a embarcar para o Maranhão, contribuindo, com o gesto, para o sossego da província cearense...

No ano seguinte, o menino Braz era levado, junto à família, para Portugal, em cujos bancos escolares, em Lisboa, recebeu os ensinamentos das primeiras letras.

Por volta de mil oitocentos e quarenta e tantos, Braz Rubim regressava ao Brasil, e fixou residência no Rio de Janeiro, onde, dentre outras atividades, ocupou o cargo de 1º Escriturário da Direção Geral da Contabilidade do Tesouro Nacional. Em 1845 dava publicidade ao estudo que fizera na Pátria Irmã: “Pomologia e frutologia portuguesa ou descrição de todas as castas e variedades de frutos que se cultivam em Portugal, com uma breve notícia sobre a sua cultura e usos econômicos”.

Tornando-se sócio do instituto Histórico e Geográfico Brasileiro, Braz da Costa Rubim desenvolveu incansável atividade de intelectual, definindo-se pela historiografia, mormente a o torrão capixaba. Em alguns tomos da importante Revista, publicou: “Notícia cronológica dos fatos mais notáveis da Província do Espírito Santo, desde o seu descobrimento até a nomeação do governo provisório” (1856); “Memórias históricas e documentadas da Província do Espírito Santo” (1861); nesse ano, no mesmo volume: “Cartografia da Província do Espírito Santo” “Dicionário topográfico da Província do Espírito Santo” (1862) e “Memória sobre a Revolução do Ceará em 1821” (1866).

Braz Rubim fez estudos de glotologia, tendo publicado, no Rio, em 1853, um “Vocábulo Brasileiro”. E publicou outro estudo linguístico: “Vocábulos indígenas e outros introduzidos no uso vulgar”.

Registra o historiador Cesar Marques que Braz Rubim remeteu, do Rio, onde residia, quatrocentos volumes destinados à criação de uma biblioteca pública em sua terra natal. O Presidente da província, Evaristo Ladislau e Silva aceitou o presente; nomeou uma comissão composta de três cidadãos para o estudo da questão, mas os livros ficaram amontoados em mesas e cadeiras, até que um outro Presidente da província, Sebastião Machado Nunes, criou e instalou a Biblioteca Pública numa das salas do segundo pavimento do Palácio do Governo, a 16 de julho de 1853.

Procuro e não encontro o motivo que teria induzido os fundadores da Academia Espírito-Santense de Letras a deixarem de escolher Braz da Costa Rubim como patrono de uma de suas cadeiras.

O ilustre capixaba faleceu no Rio de Janeiro a 11 de agosto de 1871. Sua obra, dispersa e fragmentada, fonte indispensável aos estudiosos da História Capixaba, virou uma raridade bibliográfica. Ela está merecendo por parte do Conselho de Cultura e dos poderes econômicos uma urgente divulgação.

 

Fonte: De Vasco Coutinho aos Contemporâneos, 1977
Autor: Levy Rocha
Compilação: Walter de Aguiar Filho, julho/2012 



GALERIA:

📷
📷


História do ES

Doação da Ilha de Vitória - Considerações finais

Doação da Ilha de Vitória - Considerações finais

Em 13 de junho de 1535, menos de um mês depois de haver desembarcado na capitania, o donatário pisou na ilha, logo batizada com o nome de Santo Antônio, em homenagem ao santo do dia

Pesquisa

Facebook

Leia Mais

Panorama da cultura capixaba

O historiador Renato Pacheco explica que o Estado passou 350 anos fechado a qualquer tipo de progresso

Ver Artigo
Censo de 1940

As jazidas calcárias no Espírito Santo estão encravadas nas formações arqueanas do sul do Estado e pertencem à província metalogênica da serra do Mar

Ver Artigo
O primeiro mapa do Espírito Santo

É de justiça assinalar o levantamento, em 1612, da primeira carta geográfica do território capixaba, por Marcos de Azeredo

Ver Artigo
Mário Aristides Freire – Secretário da Fazenda (1930-1943)

Distingue-se, na obra administrativa desses doze anos, a atuação do secretário da Fazenda – Mário Aristides Freire. 

Ver Artigo
Chácara do Vintém - Por Elmo Elton

No governo de Florentino Avidos, desapropriados os terrenos da Chácara do Vintém, foram abertas as ruas Deocleciano de Oliveira, Aristides Freire e do Vintém, as três com entrada pela Graciano Neves

Ver Artigo