Fonte: IPHAN - Ministério da Cultura
A Capela de Santa Luzia data do séc. XVI e é a edificação mais antiga de Vitória.
Construída em pedra e cal de ostra, coberta com telhas de barro tipo canal, era a capela particular da fazenda de Duarte Lemos, na sesmaria doada pelo primeiro donatário da Capitania do Espírito Santo, Vasco Fernandes Coutinho.
Integrada à vida religiosa da cidade, sua arquitetura colonial foi sendo ornamentada, ganhando o frontão e o altar barrocos.
Abrigou as irmandades de Nossa Senhora dos Remédios e de Santa Luzia, permanecendo em atividade até a década de 1920.
Estava em ruínas quando, em 1946, foi inscrita no livro de tombo do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional, como bem cultural a ser protegido e valorizado.
Abrigou o Museu de Arte Sacra entre 1950 e 1970, e a Galeria de Arte e Pesquisa da UFES, de 1976 a 1994. Desde 1996 sedia o escritório técnico e o espaço cultural da 6ª Sub-Regional do IPHAN.
O Altar
O altar de Santa Luzia, todo em madeira pintada, remete ao estilo Barroco do século XVIII.
Na ocasião do tombamento da Capela, achava-se bastante degradado e sem a imagem da Santa, já desaparecida.
Teve sua estrutura reforçada em 1947, quando a Capela doi restaurada por André Carloni, primeiro representante do então SPHAN no Espírito Santo. A segunda restauração, concluída em 1998, incluiu a sua completa recuperação.
A restauração dos elementos artísticos revelou decorações de épocas diferentes, valorizando os vestígios encontrados. Podem ser apreciados trechos da pintura original, com motivos florais típicos do Barroco, assim como desenhos e telhas ao gosto Rococó, do séc. XIX.
As camadas de douração e de pinturas marmorizadas, por sua vez, recobrem a cor lisa da decoração original, mais simples e singela.
O Púlpito
Tribuna de onde o sacerdote fazia a pregação, durante a missa, é um elemento presente desde a construção da capela. Sua estrutura atual, construída no séc. XIX, foi restaurada em 1998.