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Como me tornei viajante – Por Jair Corrêa

Florentino Ávidos esquina com General Osório, 1924 - Foto postada no FB por Claudio Junger

Quem me emprestou dinheiro para comprar a passagem para Aimorés foi a Venina. Isso aconteceu, mais ou menos, em 1934. Papai tinha morrido em 1933. Ele morreu com 65, 66 anos, aqui em Vitória. E, então, eu resolvi e peguei o trem e fui embora para Aimorés. Eu nem sabia direito onde era Aimorés. Só sabia que se chamava Aimorés e Natividade.

Cheguei lá e me hospedei no hotel do senhor Aristides. E quando eu estou lá no hotel do senhor Aristides, encontrei um amigo, o "seu" Mussi, que aliás está vivo até hoje. Era o "seu" Mussi, meu conhecido da "Flor de Maio", que sempre ia lá quando vinha a Vitória fazer compras. E veio o "seu" Mussi e me disse: "Ei, menino, você por aqui? O que você está fazendo aqui?". Era o Mussi Chimeli. Ele era comprador de café e cereais. E eu contei que estava chegando para trabalhar, pois havia sido convidado para trabalhar na "A Brasileira". "Com João Campos, o senhor conhece?", perguntei. "Ah, um rapaz moço que veio de Ipanema? Que tem uma loja lá perto do Isidoro Calhau?", ele perguntou. "É, sim, esse mesmo", respondi.

Cheguei lá, me apresentei e comecei a trabalhar. "A Brasileira" era lá em frente onde tinha o "seu" Barros. Lá na Rua Coronel Antonio Lobo. Naquela rua havia o Calhau e, ao lado, a casa "A Brasileira". E aí trabalhei com o João Campos seguramente um ano e pouco. E aí ele brigou com o sócio dele, que era um viajante português, e resolveu acabar com a casa. E aí, nessa fase, ele acabou com "A Brasileira". E ele me despediu, mas me disse: "Eu tenho um bar aí, lá na praça, e se você quiser eu vendo o bar para você e você vai se virando". E eu respondi: "Então, eu compro o bar".

Então fizemos o negócio e eu comprei o bar. O bar tinha um bilhar, chamava-se "Bar Ideal", era na praça, lá no Jardim. Era onde é o "Gato Preto", mas não se chamava "Gato Preto" não. Mas aí eu comprei o bar do João Campos. O que ele tinha que me pagar eu dei de entrada e tinha que pagar a ele mais 2 contos de réis. Mas combinamos que eu pagaria 500 mil réis por mês. E, então, eu peguei o bar, aumentei o bar, botei um restaurante e ia muito bem. Mas o João Campos estava apertado e chegava lá e dizia: "Olha, eu preciso de pagar um negócio aqui, e quero que você me arranje o dinheiro". E eu ajudava ele a pagar. Mas a coisa estava passando demais, eu já tinha dado mais de 1 conto de réis antes do dia que eu tinha prometido e ele foi lá de novo apanhar mais dinheiro para pagar uma duplicata, um compromisso, e então eu disse: "Ah, eu não tenho dinheiro não". Então ele disse:

"Então vamos desfazer o negócio". E eu respondi: "Desfazer não, eu não estou te devendo nada. Vou ficar com o bar". Então ele pediu ao Levindo para me convencer a desfazer o negócio.

Nessa época eu já tinha conhecido a Ana. A Ana tinha ido lá em Aimorés. O pai dela tinha morrido e ela tinha ido lá. João Campos já era casado com a Alcina e o Haroldo e a Horalda já tinham nascido. E eles moravam lá em Aimorés. O Haroldo estava, até, estudando em Belo Horizonte.

Mas então o João Campos chegou para o Levindo e disse: "Vá lá e dê um balanço no bar que eu quero desmanchar o negócio". O Levindo foi de manhã cedo lá no bar. E eu já tinha chegado e perguntei: "O que é que há Levindo?". "Eu vim aqui porque o João Campos mandou dar um balanço no bar", ele disse. E eu respondi: "Aqui você não vai dar balanço nenhum. Pode ir embora que eu não vou deixar. Não estou devendo nada a ele". E então o Levindo disse: "Ele me disse que tinha combinado com você dar um balanço no bar e eu vim aqui dar o balanço". E eu encerrei a conversa: "Aqui ele não dá balanço nenhum".

Aí o Levindo foi embora e o João Campos, então, falou sobre o assunto com o Isidoro. E disse: "Eu vendi o bar para o Jair mas quero retomar o bar porque eu estou precisando de dinheiro, mas ele não quer entregar o bar". Aí veio o Isidoro se meter no negócio. Isidoro, na época, era o gerente de Calhau & Companhia. Era comprador de café. O Levindo era o guarda-livros de lá. O João Campos, então, recorreu a eles.

Então o João Campos falou com o Isidoro e o Isidoro me procurou. E o Isidoro, que tinha um jeito calmo, me perguntou: "O que é que há?". E eu respondi: "O negócio é esse: eu comprei o bar do João Campos para pagar 500 mil réis por mês. Já paguei 1 conto e 200, isto é, 700 a mais. E agora eu estou esperando umas faturas de coisas que eu comprei do Manoel Evaristo Pessoa e de outros lá de Vitória e eu preciso ter dinheiro para pagar. Não posso só pagar ao João Campos". E, ele, então, ponderou: "Ah, o João Campos é assim mesmo, é enjoado, lá em Ipanema ele já dissolveu uma sociedade com o José Cintra e com o velho. Você deveria liquidar logo esse negócio e acabar com isso". Então eu disse: "Olha, Isidoro. Eu só vou desmanchar o negócio atendendo ao seu pedido. Senão, eu não desmanchava não". Aí acertamos as contas. E ele ainda ficou me devendo 1 conto e 500. E ele veio com uma promissória para me pagar e eu não aceitei. "Não aceito papel seu. Só aceito dinheiro. Só dinheiro. Dê um jeito, arranje dinheiro, senão eu não entrego o bar". Então parece que ele apanhou dinheiro emprestado com o Isidoro, com a Calhau & Companhia. E me pagou.

Eu peguei o dinheiro e vim embora, outra vez, para Vitória.

Em Vitória eu fui morar numa pensão na Pedro Palácios onde tinha um senhor chamado Nunes, que trabalhava no IBC. E eu estava com dificuldade de arranjar emprego. Não arranjava jeito de conseguir emprego algum. E então ele me disse: "O Jair, vou arranjar para você fazer umas diárias lá no IBC, você quer?". "Claro, eu tenho que ganhar dinheiro", respondi. Eram 20 mil réis de diária. Eu trabalho como diarista. Trabalhei no armazém da Ilha do Príncipe, só fiscalizando a entrada e saída de café. Trabalhei no posto de Jucutuquara, onde havia um posto de fiscalização. Trabalhava inclusive à noite. Levei nessa vida uns seis meses.

Nisso um amigo, Eudóxio Calmon, resolve abrir uma casa de secos e molhados em Vitória. E me perguntou se eu não queria viajar para ele. Ele era muito meu amigo, conhecido antigo. "Eu viajo", disse. "O que é que você quer que eu faça?". E ele disse: "Você passa lá no armazém que eu quero dar uma instrução para você. Eu quero que vá lá para aquela zona de Caravelas, Teófilo Otoni a Caravelas, Ponta de Areia, comprar cereais, feijão. E vender". "Eu vou", disse. Eu fui então, no escritório dele, combinei tudo.

E foi a primeira vez que eu viajei de avião.

Minha primeira viagem de avião foi num hidroavião. Eu embarquei no cais de Santo Antônio e fui para Caravelas. Lá, o hidroavião, descia no mar. Mais tarde foi construído um aeroporto muito grande lá. A Segunda Guerra já estava sendo prevista e por isso foi feito um grande aeroporto em Caravelas. Mas antes havia só o hidroavião.

Na firma eu ganhava um ordenado e mais comissões. E a partir de Caravelas eu fazia aquela zona: Ponta de Areia, Alcobaça, Prado. A distância entre Caravelas e Ponta de Areia era pequena. Mas para chegar a Alcobaça e Prado, tinha que ir de carro. A gente alugava um fordeco para ir. E, usando a estrada de ferro Bahia-Minas, ia a Teófilo Otoni, Presidente Bueno, Urucum, Ladainha. Ia sempre de trem. Era um trenzinho ruim que só vendo. Essa estrada de ferro até já acabou. Comprava feijão, comprava milho, vendia sabão. Eu me comunicava com Vitória por correspondência, por carta. E lá eu fazia cobranças também.

Eu estava em Teófilo Otoni quando encontrei um viajante que disse: "Jair, você não quer viajar para um laboratório lá do Rio, o Paulo Proença?". E eu perguntei: "E ele paga bem?". "Ele dá ordenado, diárias e comissões. Você quer ir trabalhar para ele?", disse o viajante. "Eu vou, quando chegar em Vitória eu vou resolver isso com o Calmon e vou para lá", disse eu.

Aí depois que eu completei aquela zona, voltei para Vitória e estive com o Calmon. Ele já estava pensando em fechar a loja, que não estava dando certo. Então eu pedi as minhas contas e fui para o Rio. Fui lá no laboratório Paulo Proença, na rua Voluntários da Pátria. Cheguei lá, me apresentei com a indicação do viajante que havia conhecido em Teófilo Otoni e então me perguntaram: "O senhor já viajou para laboratório?". E eu respondi: "Já. E conheço aquela zona toda". Então eu recebi as explicações sobre os produtos, a tabela, e fiquei com a incumbência de fazer o Estado do Rio, Espírito Santo, norte de Minas e sul da Bahia. E quando eu saí do Rio, passei três meses viajando. Até voltar ao Rio.

Comecei viajando pelo Estado do Rio: Petrópolis, Friburgo, Miracema, vim embora descendo aquilo tudo até o Espírito Santo. Fazia Vitória, Vitória-a-Minas, entrava em Valadares, ia a Teófilo Otoni, Araçaí, Minas Novas, fazia aquele reduto ali todo. Monte Azul, descia o Rio Jequitinhonha para ir a Monte Azul. Lá voltava por Itabira, Conceição de Itabira, saía lá em São João Evangelista. Vinha para o Espírito Santo e fazia essa zona toda, o norte também. Eu conheci o pai da Dodora, o Doutor Costa, lá em Calçado, numa dessas viagens que eu fiz em Calçado, quando eu já viajava para outro laboratório.

Quando eu cheguei aqui em Vitória, encontrei um amigo e na conversa ele me perguntou se eu não queria viajar para o laboratório Torres. "Que laboratório é esse?", perguntei. "É um laboratório de São Paulo que está precisando de um rapaz para viajar nessa zona", ele disse. "E está pagando muito bem", completou. Ele tinha viajado comigo pelo interior do Espírito Santo e tinha gostado de ver o meu trabalho e a minha convivência com os farmacêuticos. Então ele disse: "Eu te dou o endereço e você vai a São Paulo e conversa com o senhor Jaime Torres que é o dono do laboratório". Aí eu peguei o endereço e fui para São Paulo.

Cheguei antes no Rio, procurei o Paulo Proença e avisei: "Eu vou deixar de trabalhar para o senhor porque eu vou casar". Era verdade. Eu ia me casar nessa época. Não era só uma desculpa. Eu fui lá então no Paulo para acertar minhas contas, mas acabei não acertando. Deixei lá umas comissões e embarquei para São Paulo.

Em São Paulo, apanhei a representação do Torres e vim para fazer o Espírito Santo, o mesmo roteiro. Mas tinha um caso. Lá em São Paulo me disseram: "Você vai encontrar uma parada dura". E eu perguntei: "Por que?". E eles explicaram: "É o senhor Jones dos Santos Neves. É o chefe lá do G. Roubach. A nossa representação está com ele."

Jones era o gerente do G. Roubach e eles representavam o Laboratório Torres aqui no Espírito Santo. Eu, então, ponderei: "Eu conheço muito lá o Gastão Roubach, conheço o Édson, o senhor Jones. Eu sou muito amigo deles". E eles comentaram: "Os viajantes dizem que ele (o Jones) é bravo que é danado". E então eu disse: "Podem deixar que eu me ajeito com ele".

Eu peguei a representação e vim direto a Vitória. O “seu" Jones era sistemático. Ele sentava lá na mesa e o escritório dele era fechado. A gente tinha que olhar primeiro por uma portinhola. E ele, debaixo dos óculos, olhava primeiro quem era para depois atender ou não. Havia também Arnaldo, cunhado dele, que trabalhava com ele. E eu cheguei na portinhola e disse: "Ei". E o Arnaldo: "Manda o Jair entrar". Eu cheguei, entrei e fui conversar com o Jones. E aí o diálogo não foi fácil:

— Ô, Jair. Você passou por aqui há dois meses e já está de volta?

— É que agora eu estou com outro laboratório.

— Você mudou de laboratório? Muito bem. Qual é o laboratório que você está?

— O Torres.

— O que? Laboratório Torres?

— É sim, "seu" Jones.

— Mas eu sou o representante dele aqui.

— É que ele está em época de expansão e resolveu botar um viajante nesta zona toda.

— Ele resolveu é? Então você vai lá embaixo e fala com o Édson para juntar aquela porcaria toda do Torres, embalar e mandar embora.

— Mas "seu" Jones, o senhor vai fazer isso comigo? Eu estou numa luta danada, estou para casar. 

— Mas não tem jeito, não.

— Vamos fazer o seguinte: vamos ver o que tem lá, nós substituímos o produto, o senhor vê se vai precisar de alguma coisa... Ele olhou longamente para mim e disse: "É, você é meio cínico, heim?" E eu brinquei com ele: "Não "seu" Jones, eu não sou meio cínico, não. Eu sou é inteiro".

Aí ele cedeu: "Isso é só porque nós somos amigos e porque você conhece o meu compadre lá em Afonso Cláudio e ele gosta muito de você". É que quando eu viajava, eu também fazia uma cobranças para ele. E o compadre dele era um farmacêutico lá de Afonso Cláudio. Então eu completei: "Pois é, "seu" Jones. O senhor sabe. Eu preciso trabalhar e a vida é dura. E eu vou casar". E ele disse. "Vai casar, é? Então vai piorar o negócio".

Então eu cheguei lá embaixo, falei com Édson, e vi com o Édson os produtos que havia lá, Tarvan, etc. E o primeiro pedido que eu tirei foi um pedido para o Jones dos Santos Neves. Para ele mesmo. O que tinha de mercadoria velha lá eu recolhi e passei a vender para ele.

A firma era a G. Roubach. Mas o Jones era sócio. Havia o Arnaldo que era cunhado dele e trabalhava no escritório com ele. Havia o Gastão Roubach e o Édson Roubach que era filho do Gastão Roubach. A firma era ali onde hoje é o Edifício Portugal, na esquina da Rua General Osório com a Florentino Avidos.

Aí viajei, comecei a viajar para o Torres. E foi justamente na época de meu casamento.

 

Apresentação do Livro “Os Caminhos por onde andei” – Por José Carlos Correa

Foi durante as conversas que sempre tenho com meu pai que nasceu a idéia desta entrevista. Sempre gostei de fazê-lo recordar as passagens da sua infância e da sua juventude. É que percebi que essas recordações são por ele guardadas com muito carinho. Com admirável riqueza de detalhes ele descrevia os fatos, as datas, os cenários, os diálogos. E quando repetia alguma história meses depois, o fazia com notável precisão, com depoimentos rigorosamente iguais. Esse detalhe mostrava, com clareza, que suas recordações eram verdadeiras, rigorosas, fiéis, sem exageros ou omissões tão comuns nas conversas coloquiais.

Inicialmente planejei apenas gravar suas histórias. Queria guardar uma fita com aqueles casos mais conhecidos da vida de meu pai, que eu já tinha ouvido algumas vezes mas tinha sempre receio de esquecer algum dia. Ali estaria a sua voz, o seu jeito característico de falar, as suas memórias mais importantes, suas lutas, seus ideais. Seria, para mim, uma lembrança preciosa a guardar junto com os meus álbuns de fotografias.

Tudo combinado, passamos uma tarde inteira de um domingo de junho de 1988 a conversar diante do gravador ligado. E a medida em que ele falava, mais me convencia que estava diante de um documento importante. Porque enquanto a fita rodava, papai narrava com desenvoltura toda a sua vida, fluentemente, sem pausas, sem vacilações, sem o menor cansaço. E o que seria uma conversa despretensiosa, passou a ser uma entrevista comovente. Papai abriu seu coração, mostrou-se de corpo inteiro como realmente ele é: um homem de coragem, que viveu intensamente a sua época, que construiu uma vida de trabalho que é um exemplo e um orgulho para todos os que puderam compartilhar dos seus dias.

Quando ele colocou um ponto final na gravação, a noite já descia sobre Vila Velha. E ao acender a luz do seu quarto, onde conversamos, eu já sabia que tinha feito a entrevista mais importante da minha vida.

Foi então que decidi passar tudo o que havia sido gravado para o papel. Quem sabe, reescrever as histórias, rearrumá-las dentro de uma seqüência de mais fácil leitura e passar um exemplar para cada filho. E por que não também para os netos? Para as pessoas mais chegadas?

E comecei a transcrever o material. E quanto mais transcrevia mais percebia que a seqüência estava correta. Papai se mostrava um perfeito e competente contador de histórias. Até algumas idas e vindas, a citação de um fato mais recente antes de um mais antigo, um comentário perdido adiante referindo-se a caso já contado, até todas essas coisas tomavam a leitura mais agradável. E resolvi transcrever a sua fala até o fim.

O resultado é o que aqui está. Não foi preciso reescrever coisa alguma. Não foi preciso rearrumar nada. Bastou ouvir e passar para o papel.

A comemoração dos 80 anos de papai me dá a ocasião perfeita para fazer essa homenagem. Uma homenagem que, certamente é dirigida mais a nós, filhos e netos, do que a ele. Porque, em verdade, é ele quem nos dá esse presente no dia do seu aniversário. O presente de deixar, para cada um de nós, um pouco de sua vida, das suas lembranças, da sua emoção. O presente de podermos sentí-lo bem pertinho. Para sempre.

José Carlos Corrêa 

Fonte: Os caminhos por onde andei, Capítulo II - Como me tornei viajante, 1989
Autor: Jair Corrêa
Compilação: Walter de Aguiar Filho, março/2018

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