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Dijairo Gonçalves Lima - Personalidade Capixaba

Livro: Vila Velha seu passado sua gente, 2002 - Autor: Dijairo Gonçalves Lima - Capa: Denilson Coelho - Revisão: Reinaldo Santos Neves - Ilustrações: Mônica Mol - Editoração: Edson Maltez Heringer

Dijayro Gonçalves Lima, autor do livro “Vila Velha, Seu Passado e Sua Gente”, nasceu em 07 de setembro de 1929 na cidade de Vila Velha – ES, onde viveu toda a sua vida.

Filho de Diociécio Gonçalves Lima e Isaura de Senna Lima era o mais novo de uma família de quatro irmãos. Sabe-se que até os quatro anos de idade era uma criança frágil que não gozava de muita saúde, fato que atraiu os carinhos e as atenções especiais de sua avó paterna que, sendo uma mulher instruída, o alfabetizou precocemente e o estimulou a ter gosto pela leitura.

Estudou no “Grupo Escolar Vasco Coutinho” e em outros colégios de Vitória, bem como em Caraça (MG), sempre se destacando como excelente aluno.

Em 18 de dezembro de 1954 casou-se com Arlete Maria Moreira Lima com quem viveu a vida inteira e com quem teve três filhos, André Luiz, Alexandre e Adriana, além de cinco netos, Bruno, Rodrigo, André, Melissa e Amanda, tendo, no ocaso da vida, chegado a conhecer a sua primeira bisneta, Lícia.

Servidor público exemplar, expert em tributação, devido à probidade, profissionalismo e competência com que exercia as suas funções, passou a maior parte da sua carreira à frente de setores vitais para a administração da Capital do seu Estado natal.

No decorrer da sua existência, a sua compulsividade pela leitura o tornou um homem de grande cultura geral. Discorria com facilidade sobre literatura, grande apreciador de peças teatrais, amante da poesia, óperas, músicas eruditas e, durante um breve período, até ousou pintar alguns quadros, mas, a sua grande paixão sempre foi a história e tudo que dizia respeito a ela.

Lia desde os temas clássicos escritos por Heródoto, Flavius Josephus e Césare Cantú até os mais diversos assuntos abordados por autores atuais, sobretudo aqueles sobre a nossa história e, em especial, sobre o Espírito Santo.

Com alguns abnegados amigos vilavelhenses, cônscios da necessidade da preservação do patrimônio histórico do berço da civilização capixaba, fundou a Casa da Memória de Vila Velha. 

Membro do Instituto Histórico e Geográfico do Espírito Santo e um dos fundadores da Academia de Letras Humberto de Campos, em inúmeras ocasiões, sobretudo nos anos 60 e 70, foi o orador oficial daquela Casa, uma vez que também dominava, com brilhantismo, a arte da oratória.

Quando jovem, ajudou a fundar a “Voz de Vila Velha”, um programa cultural apresentado através de uma rede de alto falantes espalhados pela cidade, onde havia apresentação de cantos, poesias e, até mesmo, pequenas novelas semelhantes aquelas da “Era do Rádio”. Curiosamente, ele próprio protagonizou uma delas fazendo o papel de D. Pedro I, o qual vivia um tórrido romance com sua amada Domitila de Castro, interpretado pela saudosa Sra. Olívia Nogueira, então uma jovem idealista como ele.

Fã de Castro Alves, ainda em sua juventude, promoveu junto com outros jovens da sua época, dentre os quais o falecido Sr. Paulo Mares Guia, competições de declamação das obras do famoso poeta.

Infelizmente, quando se preparava para realizar o sonho de escrever o seu segundo livro foi acometido por enfermidades que acabaram pondo fim à sua existência, em 10 de março de 2014.

Para os que tiveram o privilégio de conhecê-lo, Dijayro Gonçalves Lima foi um homem ímpar, que soube conciliar humildade e brilhantismo, cultura e sabedoria, bem como generosidade com integridade.

 

Por: André Luiz Gonçalves Lima



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