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Como si fa una bella polenta!

Polenta

Fonte: Espírito Santo - História de suas Lutas e Conquistas
Autora: Neida Lúcia Moraes

Por viverem com dificuldade, os italianos da região do Veneto adotaram o consumo da polenta. O milho era cultivado, colhido, debulhado e beneficiado artesanalmente. Quando chegaram ao ES, adaptaram esses conhecimentos para aproveitar o que era possível cultivar.

Para se fazer "una bella polenta" é fundamental um bom fubá. Para obtê-lo, o milho deve ser colhido, as melhores espigas devem ser selecionadas, e logo depois o milho deve ser triturado em moinho de pedra em ponto médio, isto é, não pode ser fino demais (porque empelota muito) nem muito grosso. Quando o milho não puder ser beneficiado logo depois de colhido, deve ser armazenado em local apropriado.

Quem mora na cidade e não tem oportunidade de plantar e colher o seu próprio milho, deve sempre exigir o milho triturado em moinho de pedra na hora da compra do produto.

A panela para cozinhar a polenta deve ser de ferro, e o fogão, de preferência, a lenha.

O fubá deve ser peneirado e jogado na água fervente, sendo sempre mexido. Quem não for muito craque pode usar o cortador de feijão para desmanchar os caroços. Sal a gosto.

Com uma colher de pau, a cozinheira deve mexer numa tábua, onde, de acordo com a tradição italiana, a polenta será cortada em fatias com uma linha ou um barbante. Se for mole, deverá ser colocada em uma travessa e coberta por um molho de carne moída e tomate polvilhada com queijo ralado. A consistência da polenta (dura ou mole) vai depender da quantidade de fubá em relação à água.

Depoimento do arquiteto Júlio Posenato no livro Arquitetura da Imigração Italiana no Espírito Santo:

"No chão de terra batida, perto do fogão, havia um toco de madeira de lei, e em cima desse toco o fondal, onde era despejada a polenta que era depois arredondada e bem alisada com a espátula.

A dona de casa tinha à mão a linha fina de carretel, e ia repartindo a polenta em fatias que colocava em pratos e levava no centro da mesa. Esta, em geral, ficava na sala das refeições, na casa de residência, fora da cozinha. Aqui em casa, mamãe, carregada de iguarias, saía da cozinha, tinha que dar uns vinte passos, depois subir uma escada incômoda e bem a pique para, sobre uma grande mesa, deixar o almoço e o jantar para os dois chefes, papai e titio Miguel."

Nota do site: Você poderá experimentar "una bella polenta", subindo as montanhas capixabas. Aproveite para apreciar a bela paisagem local!

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