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Viajantes Estrangeiros no ES - Auguste de Saint-Hilaire

Auguste de Saint-Hilaire (1779-1853)

Augustin François César Prouvencial, segundo o nome de batismo, ou Auguste de Saint-Hilaire, chegou ao Rio de Janeiro a 30 de maio de 1816, na comitiva do Duque de Luxemburgo, embaixador francês junto à nossa Corte.

Nos sete anos que se sucederam, palmilhou cerca de duas mil e quinhentas léguas através do Brasil. Fazendo pião no Rio, onde alugou casa, visitou as províncias de Minas Gerais, Rio de Janeiro, Espírito Santo, Goiás, São Paulo, Santa Catarina, Rio Grande do Sul e ainda margens do Rio da Prata e o Uruguai.

Dia a dia, tomava apontamentos no seu diário de viagem. Tinha como principal objetivo estudar a História Natural. Organizou importantes coleções zoobotânicas para o Museu de História Natural de Paris, as quais constituíram assunto de algumas obras científicas.

Logo que obteve o passaporte régio, empreendeu as primeiras VIAGENS PELO DISTRITO DOS DIAMANTES E LITORAL DO BRASIL, cuja narrativa, assim intitulada, apareceu em livro, em Paris, no ano de 1833.

Os nove capítulos da parte final, 2° tomo, descrevem o percurso que fez o sábio naturalista pelo Espírito Santo. Carlos Madeira incumbiu-se de traduzi-los e, com o nome de SEGUNDA VIAGEM AO INTERIOR DO BRASIL — ES-PIRITO SANTO, fez o 72º volume da Coleção "Brasiliana" — (Editora Nacional), 1936.

Foi no intervalo da viagem às Minas Gerais, onde Saint-Hilaire se deixou cativar pela hospitalidade mineira, enquanto aguardava, em sua casa, no Rio de Janeiro, notícias da família, que resolveu visitar o litoral norte, até Rio Doce. Partiu a 18 de agosto de 1818.

Contratou o mineiro Manuel da Costa como condutor da caravana que tinha uma tropa de burros, grande novidade na região percorrida. Levou o criado francês Prèjent e o índio botocudo Firmiano.

Costumava-se viajar entre a Corte e a foz do Rio Doce por mar, e muito raramente em caravana terrestre, a exemplo do que fizera o Príncipe Maximiliano de Neuwied, que antecedera a Saint-Hilaire, andando quase os mesmos caminhos. Assim sendo, não se encontravam os ranchos, tão comuns nas estradas mineiras, e que serviam de pousada e abrigo aos tropeiros e viajantes. Vendas e habitações esparsas é que substituíam os pousos eventuais.

Transposta a baía da Guanabara, seguia-se na direção de Saquarema e Araruama, e após serem contornadas as duas lagoas, daí para a frente, a praia servia de bússola.

A caravana madrugava, mas só partia entre oito e nove horas, marchando de duas a quatro léguas diárias. Nos pousos, enquanto o tropeiro Manuel da Costa cuidava dos burros, que não davam trabalho de reunir, quando guardados nos pastos cercados, onde se cobrava de aluguel vinte réis por cabeça, o índio Firmiano fazia o chá, num fogo de lenha e cozinhava o feijão de tropeiro; e o criado francês Prèjent preparava os pássaros caçados.

Saint-Hilaire tirava das malas e canastras descarregadas o que precisava para analisar as espécies colhidas e escrevia as anotações que, muitas vezes, tornavam parte da noite. A redação definitiva ficava dependendo de pacientes consultas geográficas, históricas, estatísticas, folclóricas, da língua geral e outros idiomas. Eram minúcias que valorizavam os livros do botânico, tornando-os, em grandeza, só comparáveis aos melhores, escritos pelos naturalistas-viajantes do Brasil.

A narrativa alusiva ao Espírito Santo se expande em considerações de história e política administrativa, baseadas, principalmente, nos autores: Beauchamp, Pizarro, Southey, Casal ou em confronto com as observações do Príncipe de Neuwied.

Chamou a atenção do botânico a profusão dos formigueiros. Impressionou-o o costume que os capixabas, como os paulistas e outros de algumas províncias manifestavam, de comer as formigas tanajuras ou içás, chamadas pelos índios de YÇAUBAS (IÇA — chefe ou dona — ou: YÇAIBA — dono da terra). Acentuou que os campistas costumavam externar a rivalidade que tinham com os moradores de Vitória, apelidando-os de papa-tanajuras. Mas, a comida de bugre não devia ser deprimente: em pleno século dezenove — fez notar o sociólogo Sérgio Buarque de Holanda — era empregada pelas quitandeiras de São Paulo, ao lado das comidas tradicionais. E não só os da plebe elogiavam o seu paladar. As tanajuras, depois de torradas ao fogo, "comparavam-se à melhor manteiga de Flandleres..." Alimento rico em ácido fórmico, constituia-se em verdadeiro tônico para os nervos. O hábito estimulado pelos Jesuítas, como um auxílio à agricultura, tornou-se muito comum entre os bandeirantes. Contam que as índias velhas e as curibocas ficavam acocoradas junto ao olho dos formigueiros, para encher as peneiras de içás, cantando: "Sai, sai, minha irmã — Que eu trago avelã!"

Do tempo de menino lembramos, ainda, a algazarra que fazíamos nas épocas dos enxames, gritando para as formigas aladas, desejosos de espetarmos espinhos de laranjeira nos seus volumosos apêndices traseiros: "Cai, cai, tanajura — Na panela de gordura!"

Saint-Hilaire impressionou-se com o desembaraço das capixabas que não se escondiam dos viajantes, como acontecia com as mineiras. Notou o típico linguajar ligeiro, com a supressão quase inteira do R final, influência indígena e africana. Foi um dos primeiros a anotar o vocábulo CAPIXABI, designativo de UMA PLANTAÇÃO e que, mais tarde, veio servir para adjetivar todos os habitantes da província.

Ao transpor os limites do território fluminense, o sábio francês hospedou-se na fazenda MURIBECA e foi bem acolhido pelo administrador que era um padre. Havia, na fazenda, boas pastagens, gado vacum e cavalar, um engenho de açúcar, a casa do proprietário e diversas cabanas dos escravos.

Saint-Hilaire sentiu que a antiga residência dos Jesuítas estava em ruína. Ficava junto da igreja de N. S. das Neves, fundada pelo Padre Almada, em 1556 ou 57 e que subsistiu em nossos dias.

Deixando a fazenda, a caravana atravessou o rio Itabapoana, acompanhada de três escravos, cedidos pelo padre-administrador como guarda-costas, armados de espingardas e facões de mato. Experimentados na luta contra os índios, eles aumentaram o medo dos criados e tropeiro, narrando um ataque à fazenda.

A caravana atravessou mata fechada e ganhou a beira-mar, na direção do Quartel ou Destacamento das Barreiras, também chamado de Boa-Vista. O Alferes-Comandante do Quartel cedeu quatro pedestres para vigiarem a caravana num trecho que ainda se considerava perigoso.

O sábio-botânico detinha a vista nas sapucaieiras cobertas de flores vermelhas, na abundância das palmeiras guriris, de palmas radicais, nos amarantos verde-mar, nas campanilhas rasteiras, bem como noutras espécies vegetais tão variadas daquela faixa litorânea. Recolheu e prensou, para estudos, algumas variedades, avolumando a carga dos muares.

Na Praia do Siri, viram palhoças abandonadas pelos moradores, atemorizados com os ataques dos selvagens. Restava um único habitante, um velho que ali passara toda a sua existência e não pretendia fugir.

Pouco adiante, onde começavam a aparecer as cabanas habitadas do pequeno povoado conhecido por Cacolucage, os quatro soldados se despediram, regressando ao Quartel de Boa-Vista.

Já nas proximidades da praia de Marataíses, a caravana deixava a praia penetrando por bosques esparsos, entrecortados de roças de cana e mandioca. Avizinhavam-se da Vila de N. S. do Amparo de Itapemirim.

Tinha o povoado umas sessenta casas, a bem dizer, cabanas de adobe, cobertas de sapé, formando uma grande praça em rua única, semicircular, frente ao caminho diagonal. No meio da praça se erguia o pelourinho, coluna-símbolo do município. Construída em pedra ou madeira, levantada a prumo, servia para se atar, pela cintura, o preso exposto à vergonha ou aos açoites. Tinha argolas, e nela se podia enforcar ou dar tratos de polé, antigo instrumento de tortura, constituído duma roldana. Na criação das novas vilas, era obrigação levantar-se o pelourinho. E aquele datava de pouco tempo: sua inauguração fora feita nove dias antes do início da viagem de Saint-Hilaire, isto é, a 9 de agôsto do ano que transcorria.

A carta de recomendação para o Capitão Francisco Gomes Coelho da Costa, juiz de órfãos e proprietário da fazenda AREIA, fronteira à Vila, na outra margem do Itapemirim, valeu ao naturalista uma pronta acolhida e o fornecimento de provisões para mais de uma semana.

Toda a população do distrito recém-criado se elevava a mil e novecentos habitantes. É claro que a estimativa não considerava os índios, que naquele tempo eram levados à conta de animais irracionais.

A igreja - uma capela rústica, pequena, de esteios e paredes de pau-a-pique, sem campanário, tivera a pedra fundamental lançada pelo Governador Rubim, a 15 de dezembro de 1815. Distanciava-se da Vila, altaneira, e ficava numa colina próxima, onde estava a sede doutra importante fazenda de açúcar: FAZENDINHA, pertencente ao pelouro ou juiz ordinário, Tenente Luís José Moreira.

Saint-Hilaire contou nove engenhos de açúcar nos, arredores da Vila de Itapemirim, certamente os mesmos mencionados pelo Governador Rubim, em sua ESTATÍSTICA: AREIA, CARDOSO, CUTIA, BOA-VISTA, BARRA-SECA, PASSO GRANDE, PAINEIRA e S. GREGÓRIO DA RIBEIRA. Em alguns portos a eles pertencentes, os maiores barcos carregavam uma carga de sessenta caixas de açúcar, consignada ao comércio do Rio de Janeiro, ao preço de dois mil réis a arroba. Açúcar de primeira, chamado REDONDO, alvacento e encaroçado.

Os arredores também produziam, para consumo local, arroz, feijão, mandioca e algodão. Grande área estava reservada ao cultivo de cebolas, muito bem aclimatadas. A produção ia para Campos dos Goitacás, Vitória e a Corte. Enquanto uma réstia era vendida no Itapemirim por oitenta réis, na capital da província alcançava preço quatro vezes superior.

A quatro de outubro, Saint-Hilaire despedia-se do Capitão Coelho e, partindo da Vila, margeou o rio até a barra, local melhor para a travessia.

O novo percurso até Itaipava (o botânico escreveu TAOPABA), foi desprovido de interesse. Os viajantes caminharam quatro léguas até o pouso no povoado de Agá. No dia seguinte, fizeram um percurso menor, pouco menos de três léguas, até a embocadura do rio Piúma, povoada por algumas cabanas de índios civilizados. Saint-Hilaire viu que eram divididas no interior em numerosas peças, construídas com, longas varas e folhas de palmeiras, diferençando-se bem das demais cabanas que eram de adobe.

A ponte de madeira, "verdadeira curiosidade para a região", segundo anotara o Príncipe de Neuwied, que a transpusera, estava em condição deplorável. Por isso, a travessia teve de ser feita em canoa.

Depois de percorrerem região montanhosa, os excursionistas chegaram a Benevente no domingo, dia da festa do Rosário, índios mansos, negros, luso-brasileiros, enfim, grande número dos participantes da festa, formaram um círculo em torno do botânico e seus acompanhantes. A princípio, movidos pela curiosidade e, em seguida, externando revolta contra a presença do botocudo Firmiano. O comandante do Quartel de Benevente examinou o passaporte de Saint-Hilaire e procurou prodigalizar-lhe hospedagem no antigo Convento dos Jesuítas. Pouco depois, o vigário, instalado nas dependências do mesmo Convento, e que deveria ser Felipe Gonçalves de Oliveira, visitou o insigne viajante, levando-lhe provisões e uma garrafa de vinho de Alicante.

As cem casas da Vila-Nova de Benevente, algumas assobradadas, tinham telhados e coberturas de palha.

Saint-Hilaire classificou de notável a arquitetura do Convento, pela originalidade da construção em dois rebordos. O que lhe deixou má impressão foi o esbulho aos índios, das terras inalienáveis. Com efeito, Vasco Coutinho Filho, segundo donatário da Capitania, concedera, em 1584, ao Jesuíta Pedro Rodrigues, uma sesmaria para o aldeamento dos índios cristianizados. Ficava compreendida entre o rio Itapemirim e a lagoa Maimbá, com seis léguas para o sertão, e abrangia área de oito e meia a nove léguas de costa.

Os índios civilizados mostraram-se apreensivos com o recrutamento que o Governador Rubim estava fazendo.

As boas terras de Benevente, cobiçadas pelos luso-brasileiros, produziam cana-de-açúcar e cereais em quantidade a serem exportados. Mas, o medo do botocudo causara o abandono das margens do rio Benevente. Ninguém se afastava muito da costa, sentindo segurança. Desde quando se estabeleceu um destacamento de pedestres nas margens do rio Iconha, os agricultores foram chegando, mais confiantes. A providência seria recente, a julgar-se do ofício de Francisco Antônio da Fonseca, endereçado, a 26 de fevereiro de 1817, ao Governador Rubim. Contava que os "bárbaros gentios" não perdiam ocasião de atacar, matando, destruindo, roubando. "... No dia que dei parte a V. Sª das mortes e malfeitorias do inimigo, convoquei os moradores sujeitos ao gentio, os quais contribuíram com todo gosto e prontidão, para as despesas de uma entrada e gastaram-se nela 18.880 rs. e porque os da entrada topassem o gentio o qual sem temor a tiros atacaram a nossa bandeira e durou o ataque desde a madrugada até 10 horas do dia ..." — Assim pormenoriza o ofício. Diz que a entrada teria tomado a iniciativa do ataque, surpreendendo os bárbaros ao alvorecer, nas suas choupanas: "... e por fortuna, sucedia que alguns sessenta homens ficaram desarmados nos diferentes ranchos pois sem acordo correram sem arcos". Refeitos da surpresa, organizaram-se na defesa e já escasseava a pólvora dos atacantes, "caboclos de Vila Nova", quando o seu comandante, soldado miliciano José Pinto, protegido pelo gibão, se embarafustou entre os índios e, a tiros e cutiladas, os fez fugir, deixando seis mortos, aos quais foram cortadas as orelhas, enquanto a bandeira teve a baixa de cinco feridos, dois gravemente flechados no peito. E eis os troféus: "Tomamos muita roupa, como saias, camisas, sacos, cinco ou seis machados, foices de roças, facões, muitas facas que entre os do ataque se repartiram, e fizeram uma fogueira onde lançaram sessenta e tantos arcos e muitas dúzias de flechas".

Saint-Hilaire deixou Benevente, caminhando ora pela praia, ora atravessando a mata, num percurso de três léguas e meia, até a aldeia de Meaípe, vocábulo cujo significado (segundo admitia) era TORTA DE MANDIOCA.

Os caboclos de Meaípe, que se jactavam de ser brancos, mas, na verdade, nem seriam curibocas, pois não pareciam ter sangue europeu, cultivavam pequenas lavouras e se dedicavam preferencialmente à pesca, vendendo peixe seco para Vitória e Campos.

Em Guarapari, o sábio-viajante viu a maior parte das casas cujo número se aproximava de trezentas, cobertas de telhas. Em frente das portas e janelas de sacadas, as rótulas eram em urupemas ou tecidos em forma de peneira.

Uma embarcação da província baiana, que viera buscar  farinha de mandioca, permanecia no porto há três meses, esperando completar a carga...

Saint-Hilaire não viu nenhum pernalta de penas rubras, que dera origem ao nome daquela antiga aldeia. Foi informado de que não existia mesmo, nenhum guará em toda a província do Espírito Santo, devendo-se tal fato ao impiedoso extermínio da espécie, por causa da procura das penas, dos ovos e carne comestível.

Adiante de Guarapari, caminhando pela praia, distante uma légua, a caravana fez alto, na aldeia de pescadores de Perocão. Pouco à frente, passava por outra aldeia de pescadores pobres: Una. E, a quatro léguas de Perocão, o pernoite na povoação de pescadores, Ponta da Fruta.

No outro dia, mais quatro léguas bem puxadas, até o sítio de Santinhos, na baía do Espírito Santo. O rio Jucu fica a meio caminho. A travessia desse manancial se fazia um pouco acima da foz, numa ponte de madeira fechada por grande porta, onde se cobrava tributo. Saint-Hilaire considerou a importância do canal Camboapina, construído por volta de 1740, pelos Jesuítas. Partia do Jucu, abaixo da fazenda CAÇAROCA, atravessava Percembape e desaguava no rio Aribiri, donde tinha começo um aterro e calçamento de pedra até a baía de Vitória.

Numa colina, ao pé da montanha de JUCUTAQUARA, conforme grafou o botânico, grande habitação se destacava na paisagem. Pertencia ao Capitão-Mor Francisco Pinto Homem de Azevedo a quem Saint-Hilaire levava carta de recomendação.

Naquela noite (9 de outubro de 1818), a pousada foi no sítio de Santinhos, e só na manhã seguinte transportaram a bagagem para a fazenda de Jucutuquara, numa embarcação que pertencia ao Capitão-Mor. Os burros atravessaram a nado, fazendo uma parada numa ponta de terra.

No vale que defrontava a fazenda, havia um engenho de açúcar e as casas dos escravos ladeavam a estrada. O naturalista teve tempo para observar os métodos de cultura.

O Capitão Francisco Pinto construíra um monjolo sincronizando o funcionamento de vários pilões, destinado a despolpar o arroz. Como lhe faltasse força hidráulica e tivesse, de empregar bois, concluíra ser mais econômico fazer a pilação em pilões manuais, com o trabalho das escravas. Num dia, uma negra despolpava, no pilão, quarenta litros e um negro despolpava de sessenta a oitenta litros de arroz. Os escravos alugados ganhavam cento e sessenta réis por alqueire produzido (medida equivalente, aproximadamente, a treze e meio litros).

As ruas de Vitória, estreitas, eram calçadas com pedras irregulares, as CABEÇAS DE NEGROS. Não havia casas abandonadas, conforme o viajante encontrara em algumas cidades mineiras. Havia casas assobradadas, janelas envidraçadas e varandas fabricadas na Europa.

Diz o sábio-botânico que não encontrou nenhum cais: viu terrenos abertos até o mar, onde atracavam os barcos. O Governador Rubim, no entanto, enumerou seis, sendo o principal o Cais Grande, que dava calado até para as sumacas: Salvo a pracinha, em frente do Palácio, que remontava ao tempo dos jesuítas, não foi vista nenhuma outra praça, digna de menção. As fontes eram modestas e jorravam excelente água. Havia seis igrejas e dois Conventos, sendo que o perímetro urbano quase não os abrangia. O de São Francisco tinha ente dois religiosos e o do Carmo, em igual decadência, já fora tomado, na parte térrea, para Quartel dos Pedestres. Consubstanciava-se o projeto de reunir o Hospital Militar e um pequeno Hospital Civil. Assim, as paredes da Santa Casa, cuja construção fora estimulada pelo Governador Rubim, erguiam-se recentemente. Saint-Hilaire achou ótimo o local escolhido: um alto de morro, doado por Maria de Oliveira Subtil. Os ventos afastariam as "emanações perigosas"...

O mais belo edifício, num extremo da cidade, o Palácio do Governo (antigo Colégio dos Jesuítas), na parte que voltava para o mar, tinha uma espécie de terraço com grama e uma escadaria ladeada de palmeiras imperiais. À direita da escadaria, um fruta-pão e uma mangueira se entrelaçavam com grandes ramagens. A igreja de São Tiago, onde foi sepultado o Padre Anchieta, confundia a sua fachada com a do Palácio.

O movimento de cabotagem era pequeno, sendo raras as lanchas e sumacas que entravam na baía. Os comerciantes estavam ressabiados com o comércio exterior, desde quando exportaram, quase compulsoriamente, para atender ao Governador Tovar, uma partida de açúcar consignada a uma firma de Lisboa que os deixara "a ver navios", faltando ao compromisso do pagamento. Preferiam comerciar com os vizinhos do litoral, realizando, anualmente, uma viagem ao Rio de Janeiro ou, à Bahia, a fim de abastecerem as suas lojas.

Saint-Hilaire levou ao Governador Rubim a carta de recomendação e, recebeu um passaporte especial, para reforçar o que já possuía. Foi autorizado a se fazer acompanhar pelo soldado pedestre Luiz da Silva, como guia da caravana, ao Rio Doce.

O viajante impressionou-se com a administração de Rubim: achou-o íntegro, inteligente, dinâmico e empreendedor, mas verberou seu despotismo, cujas principais vítimas eram os índios civilizados.

A 12 de outubro de 1818, Saint-Hilaire despedia-se do seu hospedeiro, Capitão-Mor Francisco Pinto, pessoa de relevo na província e que, mais tarde, veio a constituir-se em um dos vinte deputados da primeira Assembléia e a ocupar a vice-presidência e presidência da província.

Atravessando o rio da Passagem, numa ponte de madeira em mau estado de conservação, ora pela praia, ora à sombra das matas, após cinco léguas de marcha, a caravana se detinha numa choupana, na Ponta dos Fachos.

No outro dia, caminhava a oeste, percorrendo três léguas e meia, até a Freguesia da Serra.

Seguindo a trilha dos caçadores, Saint-Hilaire galgou a montanha de MESTRE ALVO, guiado por um agricultor, do corpo de pedestres. Chegou ao pé duns rochedos limosos, quase a prumo. O guia estranhou aquela agilidade, comentando que os caçadores não costumavam subir tão alto. O botânico se dispôs a continuar subindo e dizia sentir-se revigorado. Subiu até uns bambus taquaruçu, d'onde avistou o mar. E passou todo o dia naquela excursão, admirando a paisagem, as vegetações, mas colhendo poucas espécies destinadas à sua coleção. Pelo caminho, encontrou diversos mundéus armados para caçadas de animais.

Dia 15, a caravana dava prosseguimento à excursão, seguindo em direção do litoral. Após duas léguas e meia de bom caminhar, fazia alto perto da praia, na aldeia de Caraípe. Com outra jornada de três léguas, chegava à Vila de Nova Almeida. Ali predominavam os habitantes índios: até mesmo os membros da Comarca ou o Capitão-Mor, que deu ao cientista a chave duma casinha reservada ao abrigo dos soldados pedestres em trânsito para o Rio Doce, eram autóctones. As casas, dispostas no alto duma colina, muito estragadas, algumas em abandono, formavam um retângulo. Entre elas, de distância em distância, sete pequenos nichos ou oratórios, onde se realizavam as comemorações da Via Sacra, na semana santa.

Saint-Hilaire anotou aí alguns vocábulos tupis, com os quais elaborou um quadro comparativo em que especificava o vocábulo em português, e como se apresentava em Nova Almeida, S. Pedro dos Índios e no Dicionário dos Jesuítas. Havia, no Convento, um dicionário manuscrito, da língua geral, que por lá existiu até o ano de 1822. Sabe-se que os Jesuítas remetiam os noviços à Residência de Nova Almeida, em cuja aldeia primitiva chegaram a reunir quatro mil índios, para aprenderem o tupi e o vernáculo.

O caminho à Aldeia Velha atravessava bosques, margeando a praia. Após marcha de três léguas (estrada seca, em grande estiagem, que dificultava a colheita de plantas enfloradas), atingiam aquele pouso.

Os índios civilizados de Aldeia Velha viviam da pesca e, em pequena escala, plantavam mandioca e milho. Extraíam, para exportação, pau amarelo, de tatagiba, empregado nas tinturarias da Corte, e depois de haverem cortado todas as árvores, estavam agora arrancando as raízes. Um outro artigo do comércio era a cal de ostreiras, ou sambaquis, existente três léguas acima, na margem do rio.

O posto militar, guarnecido por quatro índios pedestres, era comandado pelo Capitão de Milícias Manuel Francisco da Silva Guimarães. Ele estava encarregado da aduana: chamavam-no Capitão da Barra e só prestava contas diretamente ao seu patrício lusitano, o Governador Rubim.

Na manhã de 17, a viagem tinha prosseguimento até o Quartel do Riacho. Pela praia, abundante em espécies de algas, o botânico teve muito trabalho de herborização.

Quatro pedestres e o comandante constituíam o efetivo do Quartel do Riacho.

Saint-Hilaire admirou a destreza de índios canoeiros que chegavam de Vitória, remando por mar. Subiram o rio, dirigindo-se a Campo do Riacho, distrito onde os da mesma raça fabricavam violas trabalhadas a capricho, feitas do tronco do jenipapeiro e da tajibibuia.

A caravana pernoitou na grande choupana destinada a viajantes, e prosseguiu a marcha na manhã do outro dia. Existia um outro caminho para a Vila de Linhares, mas escolheram a praia por prevenção contra uma surpresa de ataques dos botocudos. A região, deserta de casas, sem água para beber, compreendida entre Riacho e a foz do Rio Doce, motivou a marcha forçada de sete léguas. Praia arenosa, limitada pela floresta, duma "monotonia fatigante". Rareavam pássaros e insetos. Na trilha, alguns rastros de tatu, tamanduá e veado.

Pela tarde, chegavam ao Quartel da Regência, grande cabana, isolada na areia, construída para proteger a barra do Rio Doce. Dispunha de algumas canoas, destinadas à travessia.

No outro dia, dois remadores levaram o sábio-naturalista rio acima, acompanhado de Prejent, Firmiano e do guia Luís. O tropeiro Manuel da Costa ficou tomando conta dos animais e de parte da bagagem.

O rio estava baixo, com uma profundidade de três a quatro pés. Nas florestas que cobriam as margens, só foram vistas quatro miseráveis cabanas de índios civilizados que ali procuravam fugir dos recrutamentos. A canoa abicou na margem esquerda e ali os viajantes pernoitaram, na quarta cabana. O dono da casa, um branco sexagenário, Antônio José Martins, era considerado o primeiro colono desbravador do Rio Doce. Apesar das expressões do Governador Rubim ao naturalista: "O Rio Doce é um inferno" — aquela família de doze pessoas vivia uma vida saudável e feliz.

Saint-Hilaire esquecerá em Regência uma pasta de plantas, necessitando de cuidados. Por esta razão, deixou o francês e o botocudo em casa do lavrador Martins e voltou ao Quartel, com os dois canoeiros e o guia Luís. Apanharam chuva no percurso mas conseguiram regressar cedo.

A casa hospitaleira do sexagenário António Martins abrigou o botânico por alguns dias. Ele andou pela mata, nas proximidades e encontrou quase tantos insetos quanto em todo o resto da viagem ao litoral.

Continuando a subir o rio, os excursionistas chegaram a Linhares às 11 horas da noite de 22 de outubro de 1818. Na fazenda BOM-JARDIM, propriedade dos herdeiros de João Felipe de Almeida Calmon, a quem Saint-Hilaire conhecera, na Corte, os viajantes ficaram bem acomodados.

No outro dia, o jovem Anselmo, filho do falecido fazendeiro, acompanhou o botânico ao povoado.

Os heterogêneos habitantes da Vila de Linhares eram espanhóis das Canárias, desertores, aventureiros, índios civilizados, fugidos do recrutamento, e prostitutas. A igreja estava quase pronta. Construída às expensas do real erário, tivera a pedra fundamental lançada pelo Governador Rubim, a 13 de setembro do ano anterior.

Naquela vila, residia o Alferes ou Segundo Tenente, responsável pelo comando de cinqüenta homens, alguns espalhados noutros postos. Uns se acantonavam em clareiras na floresta, para protegerem a vila das incursões dos selvagens. A terra fértil produzia mandioca, cana-de-açúcar, feijão, e outros cereais. Mas, como os colonos eram pobres e não tinham escravos (salvo o fazendeiro Calmon, que partira pouco antes da chegada do naturalista para uma viagem à Corte, onde falecera), faziam pequenas colheitas.

Recentemente, uma embarcação de Vitória se detivera na Vila um mês inteiro, a fim de completar o carregamento de feijão e farinha de mandioca. Todo ano, os mineiros desciam o Rio Doce, a fim de trocar as cargas de toucinho, queijo, fumo, carne-seca, por sal de cozinha. No dia subseqüente ao da chegada de Saint-Hilaire, isto é, a 23, ele visitou a lagoa Juparanã, onde viu, ao longe, a ilha de Santana. A lagoa, em cujas margens não haviam, ainda, feito derrubadas, era piscosa, rica em caças e de fascinante paisagem.

Só à noite o naturalista voltou à fazenda BOM-JARDIM, levando algumas caças. Ele regressou ao Quartel da Regência em canoa que o jovem Anselmo pôs à sua disposição. Levou as coleções enriquecidas com dois chocalhos de índios, feitos de pedaços de couro de porco do mato, entremeados, em cachos, com couro de veado, muito secos.

Houve pequena parada na casa do lavrador Antônio Martins. O botocudo Firmiano viajou febril e, no posto de Regência, o tropeiro Manuel da Costa também já se mostrava atacado da febre tremedeira. Quanto ao criado francês, estava prostrado: "perdera a saúde, irremediavelmente" registrou o sábio-botânico. Até o pedestre Luiz não escapou às febres. Para cúmulo do azar, as provisões se esgotavam, sem possibilidade de rápida renovação. Passaram dois dias comendo peixes e caças do mato: tatu, cotia e lagarto.

Como ainda sobrassem forças ao botocudo para se manter a cavalo, Saint-Hilaire decidiu voltarem a Vitória. Na primeira etapa, tiveram de dormir no Quartel de Comboios, em plena mata, onde só havia uma cabana, com dois pedestres: um negro livre e um mulato, ambos casados com índias.

No dia seguinte, chegavam à Aldeia Velha e lá o cientista ficou um dia, para visitar a aldeia de PIRIQUIASSU (Destacamento), sita pouco acima da confluência dos dois mananciais que formam o rio Santa Cruz, e composta de sessenta e três casas. O capitão Guimarães forneceu-lhe canoa e dois remadores índios. Cruzaram com uma canoa repleta de índios, tocando uma flauta e um tambor. Rebocavam outra canoa nova, que estava sendo batizada e em cujo meio mantinham, erguida, uma cruz.

A três léguas acima da Aldeia Velha, encontravam-se as ostreiras, formadas, com o correr dos tempos, pelos índios que ali vinham colher os moluscos e secavam grande quantidade para carregar. As conchas, amontoadas, formavam colinas nas margens. O calcário era, a princípio, queimado no local, mas os traiçoeiros botocudos começaram a aparecer e a fabricação da cal se transferiu para a Aldeia Velha. Com a força da maré das onze horas, às quatro da tarde chegavam a PIRIQUIAÇU.

No dia seguinte, era a festa de Todos os Santos, para a qual haviam preparado o CAUIM ou CAUABA, bebida que o naturalista não receou provar, a despeito de conhecer o processo que os índios usavam para a fermentação.

Aproveitando a maré da tardinha, o botânico regressou à Aldeia Velha, sendo surpreendido, em viagem, por uma bela noite de luar. Dispôs-se a assistir às comemorações de Todos os Santos na Vila de Nova Almeida. Ao chegarem, Firmiano tornou-se motivo da maior curiosidade, entre os índios civilizados. O dia, porém, foi infausto para os índios: os soldados pedestres vieram recrutar vinte homens que deviam substituir outros, em igual número, nos trabalhos, nos quais se empenhava o Governador Rubim, na Vila de Viana.

Com mais um dia de viagem, Saint-Hilaire chegava a Vitória, hospedando-se, outra vez, no antigo solar do Capitão-Mor Francisco Pinto.

O botânico fez nova visita ao Governador Rubim que destacou o mesmo pedestre Luís para o acompanhar à Vila de Viana, fornecendo-lhe um barco do governo provincial.

O patrão-mor da barra levou o excursionista até o fundo da baía, em cujo porto um cavalo se encontrava à sua disposição.

A Vila de Viana distanciava-se uns vinte e cinco quilômetros daquele porto. Colonizada por cinqüenta famílias açorianas, compunha-se dumas sessenta casas. A igreja, cuja torre estava quase pronta, foi considerada como uma das mais belas, visitadas pelo naturalista. A grande casa de verão do Governador Rubim pareceu-lhe, no entanto, muito feia. Ele anotou os versos que um índio cantava em sua viola, na língua geral:

 

"BEM CONTRA A VONTADE É QUE ESTOU AQUI;

QUANDO VEREI AS PARAGENS ONDE NASCI?"

 

Saint-Hilaire observou a infrutífera tentativa dos lavradores em cultivar o trigo e o linho e admitiu que o fracasso seria atribuível mais à inexperiência dos colonos do que mesmo ao clima ou à qualidade do terreno. Desde 1785 que o Governador da Capitania se vinha esforçando para difundir a cultura do linho e cânhamo, fazendo recomendações e distribuindo sementes em Linhares e outras regiões, com promessa de prêmios aos agricultores. Em 1813, eram remetidas à Corte amostras de pequenas colheitas de linho e trigo capixabas: consistiam em meadas e em toalhas de rosto com inscrições, bordados a crivo, em dizeres que registravam o acontecimento. A boa qualidade do trigo foi testada nos pães, fabricados em casa do Governador. Não obstante tanto empenho, todas as tentativas de ampliação das culturas redundaram em fracasso.

Saint-Hilaire ouviu dos vianenses narrativa das peripécias dos índios. Fazia menos de um mês que os botocudos haviam atacado a Vila. Assassinaram um colono, roubando-lhe um filho. O tenente Bom-Jardim contou que, no fim do terceiro dia em que lhes perseguia as pegadas, surpreendeu-os num assalto, daí se originando grande matança. Só pouparam duas crianças, de nome português: Ana e Antônio. Nas choupanas de palmeiras, os soldados pedestres encontraram facas, machados, chapéus, roubados aos brancos.

O sábio-botânico regressou a Vitória no dia seguinte. Recebeu, como lembrança daquela visita, um colar de sementes, com duas voltas, tomado duma índia. O Capitão-Mor Francisco Pinto deu-lhe a oportunidade de conhecer Vila Velha do Espírito Santo. Povoado decadente, com pouco mais de quarenta casas rústicas, não oferecia atrativos ao viajante, salvo o Convento da Penha. A um interessado da História, seria possível, ainda, visitar as ruínas dos alicerces de uma pequena alfândega que Vasco Coutinho ali estabelecera com o propósito de controlar o intercâmbio do comercio marítimo que chegou a nutrir diretamente com a Europa e a África.

Saint-Hilaire subiu a ladeira do Convento; viu a casa dos romeiros; extasiou-se com a paisagem; visitou a capela do Convento, onde havia dez religiosos residentes. Ao descer, esteve no pequeno forte de São Francisco Xavier da Barra.

O regresso da viagem do sábio-botânico ao Espírito Santo foi feito numa velha sumaca que quase o levou, antecipadamente, ao outro mundo. Só após quatro dias de tormentosa viagem, na qual os tripulantes e passageiros se apegaram com a milagrosa Virgem da Penha, é que chegavam, sãos e salvos, ao Rio de Janeiro.

 

Fonte: Viajantes Estrangeiros no Espírito Santo, 1971
Autor: Levy Rocha
Compilação: Walter de Aguiar Filho, maio/2016

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