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O Colégio dos Jesuítas – Outras obras

Detalhes construtivos das paredes internas do Colégio de São Tiago, século XVI. (Foto de 2014)

O operoso padre Afonso Brás já havia levantado o Colégio,(19) constituído de grande casa e igreja. O governador geral orou ali ao lado de Manuel da Nóbrega.(20)

Não se sabe de onde veio o nome de Santiago dado à fundação jesuítica: se de alguma capelinha que existisse no local ou se traduzia uma recordação do dia em que talvez fosse abençoado o templo – vinte e cinco de julho de 1551.(21) O certo é que a quatro de maio de 1552 já o Colégio tinha esse nome.(22)

Se a igreja, ainda em 1562, estava desprovida de objetos e paramentos essenciais ao culto,(23) a escola, dirigida por Afonso Brás, já em 1552 proporcionava instrução às crianças mamalucas e índias.(24)

 

NOTAS

(19) - “Na organização da Companhia, colégio não significava escola, mas a principal categoria administrativa e geográfica, da qual dependiam as casas ou residências das aldeias. Na casa de S. Vicente funcionaram as primeiras aulas, e não em nenhum colégio. Dirigiam aldeias e casas os superiores e colégios os reitores, subordinados todos ao provincial, a partir da criação da Província Brasileira, em 1553” (RIZZINI, O Livro, 186, nota n.º 10).

(20) - LEITE, HCJB, I, 221.

(21) - Dia pela Igreja dedicado a Santiago.

(22) - HCJB, I, 221. – “A quatro de maio de 1552 ja se lhe chama ‘Casa de São Tiágo e Collegio dos Meninos’. Deve ter sido, portanto, inaugurado no dia de Santiago (vinte e cinco de julho de 1551)” Nota de SERAFIM LEITE, in Cartas, I, 275.

(23) - “Sua igreja hé pobre, a qual nen ornamentos nen retavolos, nen humas galhetas tem, como digo, mal providos de vinho e farinha pera as missas” (Cartas, III, 464).

– Referindo-se à igreja, informou o padre Brás Lourenço, em carta de vinte e seis de março de 1554, ser “tan grande como la del nuestro Colegio de Coinbra o más, y inchese toda” (Cartas, II, 47).

(24) - LEITE, HCJB, I, 223.

 

Fonte: História do Estado do Espírito Santo, 3ª edição, Vitória (APEES) - Arquivo Público do Estado do Espírito Santo – Secretaria de Cultura, 2008
Autor: José Teixeira de Oliveira
Compilação: Walter Aguiar Filho, julho/2018

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