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Demanda por minério fino gera construção de Paul e Tubarão

Porto de Tubarão - Foto: A Gazeta

Os portos alternativos foram nascendo à medida que a movimentação de cargas ia exigindo mais espaços

A necessidade da construção de outro cais, o de Paul, em Vila Velha, decorreu de uma mudança na demanda internacional de minério de ferro. Inaugurado em 1959, o Cais de Paul visava a atender a exportação de "minérios finos" por parte da CVRD, o que também exigiu a instalação de equipamentos mecanizados para o embarque deste tipo específico de produto.

Mesmo com o seu potencial de armazenamento e devido ao plano estratégico de exportação da Vale, os Cais do Atalaia e Paul tornaram-se insuficientes para atender às grandes quantidades de minério de ferro que precisavam ser exportadas, não permitindo movimentação de minério acima de 8 milhões de toneladas anuais, além do atracamento de navios acima de 40 mil toneladas.

TUBARÃO É INAUGURADO EM 1966

A Vale iniciou, assim, os estudos para a construção do Terminal de Tubarão, inaugurado em 1966, finalizando suas atividades com minério no cais do Atalaia. Posteriormente, a Administração do Porto de Vitória e a CVRD negociaram o uso do Atalaia para a comercialização de ferro-gusa a granel, atividade que permanece ainda hoje no porto.

Atualmente, o cais Eumenes Guimarães integra o Cais de Paul e está formado por dois berços: um arrendado à empresa PEIÚ S.A., para movimentação de granéis sólidos, e outro à Companhia Vale do Rio Doce, que continua operando exclusivamente com ferro-gusa.

Em janeiro de 2006, a PEIÚ teve uma movimentação de carga de 23,3 mil toneladas, através de 749 contêineres, e a CVRD exportou 137,3 mil toneladas de ferro-gusa. Juntas, as duas empresas contribuíram em janeiro com 24,27% do total de carga movimentada no Porto de Vitória — exceto os terminais de Praia Mole e de Barra do Riacho.

O Cais de Paul foi construído pela própria Vale e conta com um acostamento de 420 metros de comprimento, sendo atendido pela Ferrovia Centro-Atlântica (FCA) e a Estrada de Ferro Vitória a Minas (EFVM).

ESPECIALIZAÇÃO

A expansão do acostamento portuário no lado continental da baía seguiu seu curso, na década de 50, em direção à ponte Florentino Ávidos, que liga Vitória ao continente, com a criação de um cais especializado em granéis líquidos nas proximidades do bairro São Torquato, em Vila Velha.

O Terminal de Granéis Líquidos (TGL) foi construído pela Administração do Porto de Vitoria, mas está arrendado às empresas Frannel e TA, distribuidoras de derivados de petróleo.

Atualmente, as instalações do TGL estão destinadas à movimentação de derivados de petróleo e álcool e recebem navios de até 162 metros, com profundidade máxima de 8,23 metros. O terminal está equipado para bombear 500 metros cúbicos de combustível por hora, com tanques para armazenamento de até 50 mil metros cúbicos.

No período de janeiro a dezembro de 2005, os produtos movimentados pelo TGL somaram 40,46 mil toneladas de combustíveis, um acréscimo de 19,82% em comparação ao mesmo período de 2004.

Além do Cais de São Torquato, que movimenta granéis líquidos, o porto de Vitória conta com um terminal especializado no movimento de tubos flexíveis e embarcações de apoio a plataformas de petróleo, administrado pela Flexibrás. A empresa atua no Terminal da Ilha do Príncipe, em Vitória, construído em 1986, com capacidade para receber navios de até 130 metros de comprimento, com calado de 6,70 metros.

 

Fonte: Jornal A Gazeta, 100 anos do Porto de Vitória, 31/03/2006
Compilação: Walter de Aguiar Filho, fevereiro/2015

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