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Gil Vellozo

Gil Vellozo de braços cruzados ao seu lado o Governador Carlos Lindenberg e demais autoridades - Foto ilustrativa do acervo da Família Vellozo

Durante o governo de Gil Vellozo, de 1955 a 1959, a cidade de Vila Velha já contava com cerca de 30.000 habitantes, aproximadamente, e era notório o aumento da população. Gil Vellozo continuou a tarefa de calçar as ruas da cidade (começada na administração anterior, com o Prefeito Antônio Bezerra de Faria), trabalho que estendeu também aos bairros de Aribiri, Argolas e Coby. Na sede, prolongou a rua Antônio Ataíde, desde o Grupo Escolar Vasco Coutinho até o bairro Jardim Itapuã, e com isso deixava de existir a rua do Lixo.

Construiu o cemitério de Santa Inês, com área aproximada de 20.000 metros quadrados, e ampliou a necróple do Bosque, em Coby. Ajardinou e construiu um playground na praça Duque de Caxias. Fez aterro, construção, drenagem e calçamento na rua Francisco Lacerda de Aguiar, em São Torquato, de modo a evitar os constantes alagamentos provenientes do mangue próximo. Instituiu o comércio em feiras livres no município, prática adotada ainda hoje.

Apoiou a construção da Maternidade Nossa Senhora da Penha, em Jaburuna. Lutou pela retomada das áreas de terra do município em poder do Estado, após o misterioso desaparecimento do livro tombo do município, contendo a escritura do patrimônio territorial doado por Luíza Grinalda, quando sucessora de Vasco Coutinho Filho, seu marido.

Criou a Divisão de Engenharia e Serviços Públicos, órgão técnico responsável pelo planejamento e desenvolvimento urbano. Reorganizou o sistema tributário com reformulação do Imposto Territorial Urbano.

Em 25 de novembro de 1958, sancionou a Lei que devolveu o nome tradicional da cidade, que assim voltou a chamar-se, denitivamente, Vila Velha.

Em seu relatório de atividades administrativas, Gil Vellozo escreveu, de próprio punho:

"Vila Velha, com a sua população atualmente estimada em mais de 30.000 almas, que se espraiam em seus treis Distritos, os quais ocupam os seus 311 quilômetros quadrados de superfície, é um município difícil de governar e administrar.

Como filho da terra, aqui nascido, em que pese os transtornos e as dificuldades, sentimos que cumprimos razoavelmente o nosso dever no ensejo desta data em que encerramos o nosso ciclo governamental e estamos aptos a transferir as rédeas da administração municipal ao nosso digno sucessor – Dr. Tuffy Nader.

Julgue-nos, portanto, o bom Deus, se por acaso os homens não o quizerem fazer."

 

Fontes:
 

- Relatório de Atividades Administrativas (1955-1959), pag. 04
- Vila Velha - Onde começou o Estado do Espírito Santo - Jair Santos – Pag. 196

 

 

LINKS RELACIONADOS:

 

 >> Gil Vellozo - Prefeito de Vila Velha

>> O menino Gil Vellozo




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Américo Bernardes da Silveira

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Américo Bernardes da Silveira foi prefeito de Vila Velha entre 1977 e 1982, em segundo mandato. Consta que herdou uma grande dívida junto ao sistema financeiro da habitação, da qual conseguiu honrar pouco mais da metade, graças às altas taxas de juros e à correção monetária do conhecido período inflacionário brasileiro.

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