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Mudanças trazem otimismo para quem opera os navios

Mestres de rebocadores e práticos terão melhores condições de trabalho com as mudanças resultantes das obras na Baía - Foto: Valter Monteiro

Movimento das marés é um fator importante para movimentação

Depois de concluídas as obras na baía, o Porto de Vitória, que opera somente com navios de até 40 mil toneladas, vai operar com navios de até 50 mil toneladas em seus berços. Nas condições atuais, é preciso aproveitar o movimento das marés para otimizar as entradas e saídas.

As novas condições têm trazido ânimo aos técnicos que trabalham no cais. De acordo com o engenheiro Eduardo Prata, presidente da Associação dos Engenheiros e Técnicos dos Portos do Espírito Santo, as marés variam a cada 6 horas. Num regime de 24 horas há duas marés altas e duas marés baixas.

CONDIÇÕES DAS MARÉS SÃO IMPORTANTES

“No nosso caso em particular, a amplitude média da maré é de 0,80 metro e assim como os aviões pousam e decolam contra o vento, os navios também só entram e saem dos portos naturais com a maré contrária”, explica.

Isso quer dizer que na entrada do porto a maré deveria estar na vazante ou na preamar (nível máximo de maré cheia), o que limitava as operações a cada 24, para os navios maiores, com 242 metros de comprimento, 32,2 de boca (largura máxima do navio) e 10,67 metros de calado.

EXPANSÃO

O novo porto permitirá aos práticos entrar e sair com o navio máximo em um regime de 12 horas por dia, um tempo de oportunidade de acesso de 200% a mais do que o anterior.

Isso implica em diminuição das “filas”, trazendo vantagens comerciais aos armadores, porque haverá redução do tempo de espera na barra (TEB), índice que melhor classifica um porto, medindo sua performance. Se o porto é bom ou não é o TEB quem vai definir, afirma o engenheiro.

OPERAÇÃO

Mas para Eduardo Prata não basta só entrar ou sair com os navios do porto, é preciso também uma boa performance do manuseio das cargas, que devem entrar e sair com a mesma velocidade.

O tempo de atracação do navio (TAN) está diretamente relacionado ao TEB. E, neste item, o novo porto também se preparou, segundo sua avaliação como técnico. “Os acessos do Cais de Capuaba, que eram feitos em uma via única, passarão a ser em via de mão dupla e a ponte de acesso está sendo duplicada. No piso do porto, a Codesa se preocupou com a perenidade do investimento, porque está aplicando a tecnologia de pavimentação rígida, com pistas de acesso em concreto, o que atribui vida útil à obra, superior a 50 anos.”

Segundo o engenheiro, um terminal especializado em contêineres necessita de operações “Just time”, ou seja, o navio atraca, descarrega 400 e embarca 400 contêineres a cada 12 horas, conforme performance exigida pelo comércio exterior.

“Para isso, temos que ter acessos rodoferroviários que alimentem esta caldeia logística na mesma velocidade, porque estamos falando na entrada e saída de cerca de 1.600 caminhões em 24 horas, o que equivale a 70 caminhões por hora”, finaliza.

 

Fonte: Jornal A Gazeta, 100 anos do Porto de Vitória, 31/03/2006
Compilação: Walter de Aguiar Filho, fevereiro/2015

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