Morro do Moreno: Desde 1535
Site: Divulgando há 16 anos Cultura e História Capixaba

Lembranças de Vitória

Dois tempos num só: o trólei e o homem do final deste século

Para os capixabas, a Companhia Vale do Rio Doce tem várias caras. A primeira e mais antiga está nos trilhos e trens da Estrada de Ferro Vitória a Minas. Criada em 1903, ela passou ao controle da CVRD em 1942.

Apesar de não ser, nas primeiras décadas de existência, uma ferrovia extraordinariamente eficiente, a EFVM estava intimamente ligada ao cotidiano de cidades como Vitória, Cariacica, Colatina e Baixo Guandu. Bem ou mal os trens da EFVM, aliás CVRD, eram o grande veiculo daquele tempo sem televisão.

Reformada na década de 40 e na década de 60, a ferrovia da CVRD possui hoje 900 quilômetros de linhas, 14 mil vagões e transporta 75 milhões de toneladas de minério de ferro por ano, além de 20 milhões de toneladas de outras cargas e 3 milhões de passageiros/ano.

A segunda cara da CVRD, para os capixabas, foi o cais de Atalaia, que fez do habitante de Vitória a testemunha ocular do escoamento, ano a ano, vagão por vagão, do minério extraído das entranhas de Itabira, no vasto mundo de Minas Gerais. Inaugurado em 1945, o terminal de minério de Atalaia, localizado no município de Vila Velha mas de frente para Vitória, foi a primeira diversificação do porto da capital.

Com o sistema de desembarque mecânico dos vagões e a estocagem em moegas, Atalaia sepultou definitivamente a época em que as cargas de minério eram desembarcadas na rua, no centro de Vitória, c transferidas a muque para os navios. O fluxo Itabira — Atalaia foi um dos primeiros elos de uma corrente mais tarde batizada como "corredor de exportação".

Os mais antigos habitantes de Vitória sabem o que significam aquelas construções metálicas, atualmente inoperantes, na encosta oeste do morro do Atalaia. Para os jovens, porém, aquilo é um enigma. Uma lembrança deixada por uma CVRD que se mudou para outro lugar.

A terceira (e maior) cara da CVRD, para os capixabas, é o gigantesco empreendimento que se desenrola ininterruptamente desde 1963 à vista de Vitória, na Ponta de Tubarão. Há 30 anos, esse lugar era quase inacessível. Havia ali uma fazenda com pouco gado e muitos animais selvagens. Ao inaugurar em 1966 o porto de tubarão, a CVRD implantou em Vitória uma das pontas do maior negócio minerador do planeta.

A partir desse episódio, a Companhia Vale do Rio Doce cresceu tanto que o capixaba passou a não saber exatamente qual é a verdadeira cara da múltipla e gigantesca CVRD. Por isso, para muitos, a atual imagem da CVRD está disseminada em milhares de pessoas que andam pelas ruas de Vitória vestindo um uniforme café-com-leite.

 

Fonte: A Gazeta, Documento Estado, 26/10/1992
Compilação: Walter de Aguiar Filho, março/2015

Portos do ES

Eliezer Batista - VALE (Tradução para o inglês)

Eliezer Batista - VALE (Tradução para o inglês)

Empreendedor, visionário, pragmático, teórico, lugares comuns de sua trajetória de sucesso. Porém, uma coisa é certa. Eliezer Batista é um homem à frente de seu tempo

Pesquisa

Facebook

Leia Mais

Pequena suíte para Vitória-Porto em cinco movimentos

Quando Vasco Fernandes Coutinho desembarcou em vila velha no dia 23 de maio de 1535

Ver Artigo
A história moderna do Porto de Vitória

Os primeiros estudos sobre o porto de Vitória foram feitos pelo engenheiro norte-americano Milnor Roberts, em 1879

Ver Artigo
Construção do Porto de Vitória

Apesar da construção do porto ter sido iniciada em 1906, suas obras só foram definitivamente concluídas em 1940, com a inauguração do Cais Comercial

Ver Artigo
A História do Porto de Vitória

A cidade cresceu e passou a ter uma paisagem inédita: os grandes navios que “passeiam” na avenida.

Ver Artigo
A criação da Vale - Parte III (História da Vale)

A CVRD seria constituída como uma sociedade anônima, de economia mista, com capital inicial de 200 mil contos de réis. Sua diretoria seria composta por cinco membros: um presidente e dois diretores de nacionalidade brasileira e mais dois diretores norte-americanos

Ver Artigo