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Lançamento da Biografia de Dona Domingas na Basílica de Santo Antônio

Dona Domingas

No mês de junho/2022 será lançado a biografia de dona Domingas na Basílica de Santo Antônio.

O livro escrito por Estêvão Zizzi, tem a apresentação do padre Roberto Camillato  e conta a história da conhecida catadora de papelão que viveu no século passado, que virou estátua nas mãos do escultor italiano Carlos Crepaz e foi posta ao lado do Palácio Anchieta, sede do Poder Executivo, frente ao porto de Vitória, na gestão do prefeito Chrisógono Teixeira da Cruz, que a adquiriu no ateliê do artista e colocada na praça, na década de 1970.

No livro temos dados interessantes: Domingas foi pioneira em reciclar o lixo no Espírito Santo e a única estátua do mundo que até hoje não teve uma biografia, bem como, está ao lado do Palácio sem uma placa de identificação.

Para escrever a biografia de dona Domingas, o escritor entrevistou parentes, lojistas do centro de Vitória, trajeto que dona Domingas faziam pela Jerônimo Monteiro até o extinto Banco Rural. Além de ter entrevistado o próprio escultor à época.

Alguns dos depoimentos de quem conheceu dona Domingas:

“Nelce Pizzani Rios, Provedora da Irmandade de São Benedito do Rosário, foi testemunha dos feitos de dona Domingas: “Dona Domingas, eu a conheci bem. Falavam ser feia, desdentada, voz grave, parecendo homem. Achei muito pesada essa descrição. Nunca uma mendiga, nunca a vi pedindo esmola pelas ruas de Vitória e sua voz era suave de mulher. Quem não a conheceu, basta ver a estátua que é o retrato fiel. Uma mulher e nenhuma aparência de homem. No máximo, perguntava com muita educação aos lojistas: - O senhor tem papelão?”

“Marcia Giestas, neto do Coronel José Giestas de Afonso Cláudio, também confirmou a versão: “Dona Domingas? Nunca mendiga! Nunca teve aparência de homem! Sua voz era suave, pessoa educada. Claro que muitos que a viram nem tinham a ideia do seu sofrimento, personagem da triste escravidão!”

“Essa é ainda hoje a imagem que guardei da respeitável senhora que buscava, com seu trabalho digno, sua sobrevivência. De onde resultava essa força? Essa obstinação em prosseguir? Na força de uma mulher que não temia obstáculos para cumprir sua missão. Domingas era menos favorecida pela vida, mas não era uma pobre pedinte, ela trabalhava. Era catadora de papelão. Serviço que não existia naquele tempo e foi precursora daquela profissão.  - Nerina Bortoluzzi Herzog”

 

“Qual o nome do senhor? Ele respondeu: - Luiz Buaiz. Dando seu telefone, doutor Luiz finalizou: - A senhora pode me ligar quando precisar. E parabéns pelo seu trabalho. Poucos se dedicam tanto pela limpeza de nossa cidade! A senhora ainda ganhará a medalha “Honoris causa” da reciclagem! – Causa eu sei o que é. Mas esse tal de Honoris eu nem conheço! – falou Domingas. – Não importa quem ele seja. Pessoas como a senhora estão muito acima de qualquer honraria!”

Enfim, todos estão convidados para o lançamento da história de Dona Domingas! Literalmente, um patrimônio de todos nós Capixabas.

 

Nota do Site

 

O livro já está disponível na Editora Clube dos Autores. Link: https://clubedeautores.com.br/livro/pieta-do-lixo

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